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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Na trilha dos meus mestres...

Severus Snape é um bom exemplo de que tipo de professor nãos ser.
    Vai chegando o fim do ano, e com ele o fim da minha tão sofrida licenciatura. Faculdade é sempre um período árduo, mas sempre vai valer a pena no final, mesmo se for uma licenciatura.
Quem faz ou fez alguma licenciatura já passou pelo mesmo que eu algumas boas vezes. As pessoas nos veem como malucos masoquistas que decidiram se castigar no décimo terceiro ciclo do inferno. Minha mãe mesmo, achou um absurdo eu seguir o caminho das Letras.

    Mas isso é assunto para outro texto! Hoje eu quero falar sobre como me vejo profissionalmente. Por estágios e alguns bicos, tive a experiência de estar em sala de aula como professor, e me ver atuando como tal me fez pensar sobre que tipo de professor e quero ser e que tipo de professor eu NÃO quero ser.

    É muito engraçado como nós que decidimos seguir a carreira do magistrado o fazemos por causa de algum bom professor que tivemos na vida. Quem me segue nas redes sociais há algum tempo sabe que escolhi esse ofício devido a três grandes mestres que tive no ensino médio: Prof. Leandro A. Rodrigues, Prof. Alessandro Garcia e Prof.ª Lara Sayão. É claro que minha educação foi repleta de bons professores, sobretudo no ensino médio (Levi, Flaviane, Verônica, Diva), mas esses me marcaram muito, não por serem melhor que os outros (recuso-me a fazer um pódio), mas porque me marcaram mais no modo de ser professor. Desconfio que o professor que pretendo ser seja uma mistura desses três.

    Em primeiro lugar, quero ser um professor que domina sua matéria. Queria ter a habilidade do Leandro (professor de português) para comentar qualquer livro literário da matéria com a propriedade de alguém que leu e releu.

    Mas só saber muito não é o bastante, eu gostaria de ser capaz de transferir esse conhecimento facilmente. Uma boa forma de fazer isso é falando com gosto daquilo que se ensina. O Leandro falava de Literatura com tanto amor que eu pensei com meus botões “Uau, isso deve ser bom mesmo”, e deu no que deu, foi o curso que escolhi. A forma da Lara falar de filosofia era único, ela não queria ensinar uma matéria fossilizada, ela nos ensinou antes a filosofar. O prazer que ela sentia em argumentar era tamanho que nos sentíamos transportados de volta a Grécia Antiga, e procurávamos pelo arché. Ela tinha um controle tão grande da situação que, quando a sala se agitava, sem a mínima necessidade de se exaltar, ela apenas estalava o dedo três vezes, e todos ficavam quietos para ver o que ela ia falar. E por fim o Alessandro (professor de sociologia), esse adorava uma boa discussão, ele levantava debates e se divertia em ver como todos ficavam tentados a opinar. Nunca vi ninguém se sentir tão a vontade numa sala de aula, eu diria até que aquele espaço foi criado especialmente para ele.

    E é claro, quero ser amigo dos meus alunos. Quero ser aquele professor que o aluno fica contente de encontrar na rua e vem cumprimentar. Quero ser aquele professor que os alunos vem conversar sobre o que estão lendo, o que querem fazer no futuro e o que gostam. E por fim, quero fazer a diferença na vida dos meus alunos, como esses fizeram.

    Agora, e o tipo de professor que eu NÃO pretendo ser? Acho que a receita se dá da mesma forma. Eu penso em maus professores que tive (não os nomearei) e penso comigo “será que tal professor fara isso?”. Se a resposta for positiva, eu sigo o caminho contrário. O modo de agir desses professores se tornou um campo minado onde não me atrevo a pisar.

    Dessa forma, eu evito ao máximo ser um professor que desconhece o conteúdo que ensina. E se o sei bem, fico preocupado se estou transmitindo aquilo de uma forma compreensível para todos. Não quero ser como um professor que tive que fez duas faculdades ao mesmo tempo (o cara era um gênio), mas não conseguia explicar nada do conteúdo, e se confundia nas próprias explicações e nos exemplos que dava.
Um professor apático que finge que ensina e depois “passa todo mundo” também não dá.

    Um professor punitivo e tirano também está fora dos eixos para mim. Não quero ficar perseguindo aluno e castigando turmas, pois como aluno passei por isso e sei que é uma aflição imensa. Não quero ser visto como “Severus Snape” por nenhum aluno! Para fugir disso, tento ser o máximo brincalhão e amigo o possível. Isso não é difícil, dado meu gênio.

    Se tem outro tipo de professor que eu não suportaria ser é o manipulador. Aquele que passou a faculdade decorando as asneiras marxistas para enfiar na goela das crianças depois. Esse tipo transforma a aula em militância. O saber perde toda a importância e apenas a revolução passa ser vista, essa geração então se torna mais uma geração de imbecis pregadores... e o rebanho vai só crescendo.

    Eu jamais submeteria meus alunos a uma lavagem cerebral. Jamais estupraria a mente das crianças. Jamais manipularia o idealismo da juventude. Estou ali para preparar o aluno para que ele, como pessoa pensante, formado e preparado, possa abraçar a causa que desejar. De minha parte não receberá nenhuma inclinação pronta, pois como um ser social ele vai fazer o que achar melhor depois na sua liberdade.

    E como a docência é uma profissão, espero ser um bom profissional: ético, responsável e que aprecia o que faz. Espero então não ter desavença com nenhum colega de trabalho, seja ele professor ou técnico administrativo. Pretendo ser pontual e não faltar ao trabalho, a não ser por motivo grave. Chega das crianças voltarem mais cedo para casa porque não tem professor.

    Tudo isso se resume então, como já dito, aos modelos de professores que tive. Quero imitar as virtudes dos bons professores que tive, e lutar para não cair nos mesmos erros de professores que não me agradavam. Talvez o resultado seja algo que não agrade a todos, mas não importa. É impossível agradar a todos. Mas eu poderei deitar minha cabeça no travesseiro e dormir tranquilamente, pois fiz o meu melhor naquilo que eu julgo ser o melhor.

sábado, 28 de junho de 2014

Linguístas em Goiás

Turma do 3° ano de Letras UEG de 2014.
   Nessa sexta-feira (27 de junho de 2014), minha turma da faculdade viajou á Goiás Velho (ou como os habitantes de lá preferem chamar: Cidade de Goiás) com a Prof.ª Dr.ª Maria Eugênia Curado. O objetivo era poder ver a arquitetura barroca e colonial que estudamos em literatura.
   Depois de uma longa viagem (lembrei que não consigo passar muitas horas viajando num ônibus sentado sem me levantar e começar a mexer com todo mundo), chegamos ao campus da UEG da cidade de Goiás e descemos para o centro histórico, ali já nos deparamos com uma típica cidade colonial onde os moradores parados nas janelas nos dão a impressão de que o tempo congelou por ali.
   Visitamos a Paróquia Nossa Senhora do Rosário (no fundo da foto acima), mais conhecida como "Igreja dos Escravos", por ser uma antiga capelinha para os negros, uma vez que se tinham igrejas segregadas. A igreja conserva pouco do barroco, talvez apenas na imagem da padroeira com São Domingos e Santa Catarina de Sena aos seus pés. O teto possui afrescos com os mistérios do rosário, mas tudo moderno. Goiás Velho não é um bom lugar para estimular a fé e a piedade.
   Fiquei um pouco chateado pelo comportamento de alguns colegas não católicos que não se comportavam com respeito dentro da igreja. Sobretudo com um grupinho que ficou brincando no confessionário.
   Depois disso, passamos em uma outra igreja, a Igreja da Boa Morte, que não funciona mais, mas estava com uma exposição de paramentos do Museu de Arte Sacra, ali eu vi a casula romana mais linda do mundo, bordada com fios de ouro e com estampas dos santos da ordem dominicana.
   Partindo dali demos uma rápida pausa na casa da professora para descansar, e fomos para o restaurante almoçar. Poucas vezes comi uma comida tão boa, a típica e verdadeira comida caseira goiana. O gosto do céu no seu paladar e a fartura de satisfação no seu estômago. Comi tanto que mal conseguia andar.
   Indo para a Casa da Ponte (Não achou que iríamos à Goiás Velho sem passar no museu de Cora Coralina, achou?), fui picado por uma maldita abelha e fiquei com o pescoço todo vermelho, corri para casa da professora em busca de um vidro de álcool para passar no inchaço. Nessa brincadeira, perdi a entrada na casa de cora Coralina. Resultado: enquanto meus colegas foram num outro museu da cidade (não era muito importante), eu fiz a visita sozinho.
   O bairrismo sempre fez com que eu admirasse Cora, a grande poetiza goiana, mas estar na casa dela me emocionou bastante. Visitar o local onde a história aconteceu é muito diferente de ouvi-la da boca dos outros. Vi cada cômodo onde lembrava de ter visto fotos da Cora nele. Toquei em cada objeto que sabia ter sido tocado por ela. Vou me lembrar disso para sempre!
   A casa dela é muito casa de vó, (rs). Além do mas, pude ver o que eu mais queria a carta que o Carlos Drummond de Andrade (meu poeta favorito) escreveu para ela, uma pena que não era o original, apenas uma fac-símile.
   Tirei uma foto na ponte (como manda o clichê, rs), e alcancei minha turma para visitarmos o museu de arte sacra, onde estavam as obras barrocas de Veiga Vale, que para quem não conhece, é o Aleijadinho de Goiás. Depois dessa viagem maravilhosa, voltamos para a UEG e pegamos o ônibus para retornar à Anápolis, voltamos jogando adedonha para o tempo passar mais rápido. Já em casa, desmaiei de sono e só acordei hoje às 11h.
Agora planejamos ir para São Paulo visitar o Museu da Língua Portuguesa. Acho que só adedonha não vai ajudar a viagem a passar, (rs).

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Terra dos bravos

Asterix e Obelix navegando pelo Lago Ness durante sua viagem à Escócia.
   Hoje, tive um trabalho para apresentar na faculdade que realmente me deu gosto. Estudando as diferenças de sotaque inglês, fiquei incumbido de tratar do sotaque escocês. Para dar um ar mais interessante e cultural, decidi falar sobre tudo que envolvia a Escócia.
Por mais que minha colega de grupo não se demonstrasse interessada, preparei uma mega aula com direito a trechos de Coração Valente e Valente.
   Foi um balde de água fria. Não era só minha colega que estava desinteressada (ela ficou estabelecendo paralelos entre o Brasil o tempo todo, dizendo que aqui era tão bom quanto lá), mas toda a sala. Os infelizes não podem ver que está perto da hora de ir embora que ficam inquietos. Conversaram enquanto eu apresentava e quando faltava vinte minutos para o fim da aula, se levantaram e foram embora, ficaram somente os professores (dois) e alguns alunos, acho que três.
   Se eu tivesse um arco e flecha, juro que atiraria perto da cabeça de um e diria "obrigado, pela consideração". Juro que nunca mais apresento um trabalho bem feito para essa turma, merecem mesmo é minha encheção de linguiça.

   Embora minha turma não tenha dado a mínima, apresentei esse trabalho com gosto porque tenho muito respeito pelos habitantes da Escócia (os antigos pictos e escotos), um povo cuja melhor palavra para descrevê-los é "valente", daí que tantos filmes, músicas e etc. tenham esse nome. Historicamente, os escoceses são um povo que não se deixa dominar, um povo que não foge da luta. Fora tantas outras coisas legais que vem da Escócia (kilt, gaita de fole, golfe, whisky, cabo de guerra e etc.).
O mais importante, é que foi muito bom para mim, ter buscado mais sobre esse país de que tanto gosto. Espero que ao menos a nota tenha consideração por mim, (rs)!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013

O ano de 2013 em apenas uma imagem
   2013 foi um ano muito bom, o fato de ter meu número da sorte nos seus dois últimos dígitos faz com que pareça ter algo sobrenatural em questão, mas duvido muito disso. Quando fui preparar minha agenda para 2014, dei uma folheada na minha desse ano e acabei revivendo todo o ano a partir do que estava escrito. Decidi por isso, fazer uma retrospectiva do ano. Assim, vocês poderão saber como foi o ano antes de eu fazer o blog. Para fins de ordem, cada parágrafo será referente a um mês do ano:

   O primeiro mês do ano foi muito tranquilo, ainda estava de férias e por isso fiquei em casa a maior parte do tempo. Foi o mês em que recebi minha dispensa do serviço militar e sai comemorando pelas ruas. Uma forte chuva me pegou naquele dia e cheguei em casa muito ensopado.
   O mês mais curto foi tão curto quanto promete. Minhas aulas reiniciaram. Tive a tristeza de saber que o Papa Bento XVI, de quem tanto gosto, iria renunciar. Rezei com muita preocupação pelo conclave. Participei de um site onde você recebia o nome de um cardeal específico para rezar por ele, assim  montaríamos juntos um ramalhete espiritual pelo conclave. "Adotei" o cardeal Jean-Louis Tauran, o mesmo que fez o anúncio da eleição do Papa Francisco.
   Em março, fiz muitas tarefas escolares. Ainda participava do projeto Pibid e fizemos, minhas colegas e eu, um trabalho com a obra Dom Casmurro, de Machado de Assis, com os alunos do ensino médio. Participei da Semana Santa em minha comunidade. Na Páscoa, presenteei-me com um ovo de Páscoa d'O Espetacular Páscoa do Homem-Aranha que veio com uma bela caneca do cabeça de teia.
   Comecei abril fazendo um retiro espiritual numa bela casa de retiros em Brasília. Também assisti a estreia de Homem de Ferro 3 e sofri uma decepção que devia me deixar desanimado o resto do ano. A UEG entrou de greve e eu aproveitei para ler A Demanda do Santo Graal.
   Em maio, por causa da greve, não fiz muita coisa. Estava no projeto Pibid, e então dei uma aula sobre história em quadrinhos para os alunos do ensino médio. também teve o Dia da Toalha e organizamos uma turma boa de malucos para nos encontrarmos na praça de alimentação do shopping com nossas toalhas. Fiz uma aposta de que se o meu amigo Tobias criasse um perfil na Skynerd, eu leria A Batalha do Apocalipse. No mesmo dia da toalha, ele fez. Também participei da bela Missa de Corpus Christi com toda diocese de Anápolis.
   Em junho, participei do I Encontro Pibid-UEG. Lá dei relatório, juntos de meus colegas, de como foi o projeto. Nosso projeto foi muito elogiado. Li A Batalha do Apocalipse e gostei bastante. Comecei também a estudar mitologia egípcia para começar a escrever Senet: o jogo dos deuses, confiram essa saga no meu outro blog.
   Em julho, houve a Missa de vestição dos coroinhas que eu havia preparado durante o ano, foi uma bela celebração que emocionou a comunidade. Revi meu amigo Marcílio depois de dois anos. Fui à Jornada Mundial da Juventude (JMJ), um acontecimento que poupa descrições, o melhor fato do ano, com certeza. No último dia da Jornada, descobri que acabou a greve da UEG.
   Em agosto, as aulas retornam com tudo muito bagunçado e atrasado. Uma menina pelo Skoob me fez a proposta de trocar meu livro do Crepúsculo, lido somente uma vez, pelo Compêndio da Doutrina Social da Igreja Católica dela. Mandamos nossos livros um para o outro por correspondência. O negócio mais bem feito da minha vida! Fiz muitos trabalhos e provas para corrermos com o conteúdo na faculdade. Terminei de ler O Tempero da Vida e outros ensaios, de G. K. Chesterton. Um grupo de jovens passou a se reunir comigo para estudarmos o Catecismo. Minha prima, Dannielly Hipólito, formou-se em Agronomia, fomos a sua formatura.
   Em setembro, eu comecei novamente, depois de dois anos, a fazer direção espiritual. Minha família e eu fomos acampar no feriado da independência. Li o livro Manifesto do Nada na Terra do Nunca, do Lobão. Criei o blog Desabafos que mais tarde seria transformado nesse aqui. Voltou a revista do Deadpool para me alegrar.
  Outubro começou com a festa da padroeira de minha comunidade, Santa Teresinha do menino Jesus. O mês passou muito rápido com apenas provas e trabalhos. Fiz a compra de alguns livros que queria muito pela Saraiva. Também assisti ao filme Thor 2: o mundo sombrio que é bem "bacaninha".
  Já novembro, começou com Finados, e fui visitar o túmulo de minha avó.  Houve o Encontro regional dos Estudantes de Letras em minha unidade. Tive o prazer de conhecer Marcos Bagno pessoalmente. Também ocorreram as eleições para diretor da unidade, o fato só vale ser comentado porque trabalhei de mesário e achei muito divertido. Houve também a Crisma de meu afilhado Samuel, e eu finalmente realizei o "sonho" de ser padrinho. Começaram as reformas na capela de minha comunidade.
   No último mês do ano tive muitas aulas e provas, mas uma ótima confraternização na UEG. Assisti a'O Hobbit, decepção tão grande que me fez esquecer a decepção sofrida com Homem de Ferro 3. Viajei à Brasília para a palestra do Prof. Roberto de Mattei. Criei esse blog.

   Esses foram os acontecimento marcantes do ano de 2013 em minha vida. Espero que todos tenham gostado. Que 2014 prometa mais emoção e alegria do que esse já teve. No mais desejo um feliz ano novo a todos!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Amigo Secreto e Navios...

Navios ingleses enfrentam navios russos em defesa de Portugal, em 1808.
   Que me desculpe a Páscoa, festa mais importante do ano para os cristãos, mas gosto muito mais do Natal. Acho o clima que essa festa propõe muito reconfortante. Com os cansaços do ano, recebo um alívio tão aconchegante quanto o colo de uma mãe. Sem falar nas tradições natalinas: amo o Papai Noel, adoro montar o presépio, a árvore de natal e colocar a guirlanda na minha porta, tudo tem um significado sublime. Também costumo ler O Natal do Avarento (A Christmas Carol) do Charles Dickens na semana do Natal. Mas uma coisa que também não posso deixar de fazer é brincar de amigo secreto... brinco com a família, com os colegas de escola/faculdade, com as pastorais da Igreja e onde mais der.
   Hoje foi a revelação do amigo secreto da minha turma de Letras. Alguns professores participaram e fizemos uma festinha com salgadinhos, torta e pudim. Acho importante fazer essas coisas pois o tradicional amigo secreto (e não essas besteiras de amigo da onça, amigo chocolate e etc que inventam por aí) força as pessoas a se aproximar a reparar no outro e tentar conhecê-lo melhor.
   Esse ano saí com minha amiga Ludmilla, que por sorte eu já conhecia bem, e decidi aprontar um pouco antes. Comprei uma bela caixa de presente e coloquei um batom fajuto nela, já que ele é alérgica. Quando abriu, viu um batom solitário por cima de um monte de papel higiênico, quando tirou, viu um belo cocô (uma réplica de argila muito real). Depois que ela se assustou (já que ninguém imagina uma segunda peça depois da primeira), eu finalmente dei o livro Árvore e Folha do J. R. R. Tolkien que havia comentado num post anterior.
   Fiquei muito feliz de saber que ela não tinha esse livro, fiquei tão preocupado, imaginando que ela poderia ter esse livro que sonhei diversas vezes comigo indo procurar um livro que ela não tinha, mas todos na livraria ela tinha. Concordo, um pesadelo estranho, bizarro e horrível! (rs).
   Já quem saiu comigo também foi outra grande amiga, a Thattiely, que tem um texto em sua homenagem nesse blog. Ela me deu um belo relógio de bolso com o desenho de um navio de cordas na tampa. Fiquei pensando em tudo aquilo. O que esse barco tem a ver comigo? Cheguei a conclusão de que existem três significados para esse barco, e que os três dizem bem de mim.
   O primeiro e mais óbvio é de que o navio representa a Igreja, que leva todos à águas mais profundas com o Papa ao leme e Cristo acalmando as tempestades que tentam em vão afundar o barco. Existem diversas pinturas (e outras formas) que representam a Igreja como um navio. Daí que o lugar onde os fiéis se sentam dentro da Igreja se chama nave, de onde também veio o nome para as naves espaciais que parecem barcos que voam... ma isso é outra história.
   O segundo é o de exploração. Quando pensamos em navios, logo pensamos em partidas, viagens, busca por um novo mundo, descobertas, batalhas e tesouros. Acho que tudo isso tem a ver com minha história, com minhas partidas, minhas viagens, minha busca por conhecimento, minha busca por Deus, minhas batalhas pessoais e o tesouro que Deus me dá e a Igreja guarda: os sacramentos, sobretudo o da Eucaristia e da Confissão, sem eles eu já teria afundado.
   O terceiro é uma teoria, mas estou estudando a origem da minha família, ao que tudo indica, ou sou de origem italiana ou de origem ibérica (possivelmente espanhola). O barco representam a viagem que meus antepassados fizeram até essa Terra de Santa Cruz. 
Gostei muito do presente! Embora eu gostassem muito de brincar de amigo secreto, nunca tinha ganhado um bom presente de amigo secreto, até o dia de hoje.