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sábado, 28 de junho de 2014

Linguístas em Goiás

Turma do 3° ano de Letras UEG de 2014.
   Nessa sexta-feira (27 de junho de 2014), minha turma da faculdade viajou á Goiás Velho (ou como os habitantes de lá preferem chamar: Cidade de Goiás) com a Prof.ª Dr.ª Maria Eugênia Curado. O objetivo era poder ver a arquitetura barroca e colonial que estudamos em literatura.
   Depois de uma longa viagem (lembrei que não consigo passar muitas horas viajando num ônibus sentado sem me levantar e começar a mexer com todo mundo), chegamos ao campus da UEG da cidade de Goiás e descemos para o centro histórico, ali já nos deparamos com uma típica cidade colonial onde os moradores parados nas janelas nos dão a impressão de que o tempo congelou por ali.
   Visitamos a Paróquia Nossa Senhora do Rosário (no fundo da foto acima), mais conhecida como "Igreja dos Escravos", por ser uma antiga capelinha para os negros, uma vez que se tinham igrejas segregadas. A igreja conserva pouco do barroco, talvez apenas na imagem da padroeira com São Domingos e Santa Catarina de Sena aos seus pés. O teto possui afrescos com os mistérios do rosário, mas tudo moderno. Goiás Velho não é um bom lugar para estimular a fé e a piedade.
   Fiquei um pouco chateado pelo comportamento de alguns colegas não católicos que não se comportavam com respeito dentro da igreja. Sobretudo com um grupinho que ficou brincando no confessionário.
   Depois disso, passamos em uma outra igreja, a Igreja da Boa Morte, que não funciona mais, mas estava com uma exposição de paramentos do Museu de Arte Sacra, ali eu vi a casula romana mais linda do mundo, bordada com fios de ouro e com estampas dos santos da ordem dominicana.
   Partindo dali demos uma rápida pausa na casa da professora para descansar, e fomos para o restaurante almoçar. Poucas vezes comi uma comida tão boa, a típica e verdadeira comida caseira goiana. O gosto do céu no seu paladar e a fartura de satisfação no seu estômago. Comi tanto que mal conseguia andar.
   Indo para a Casa da Ponte (Não achou que iríamos à Goiás Velho sem passar no museu de Cora Coralina, achou?), fui picado por uma maldita abelha e fiquei com o pescoço todo vermelho, corri para casa da professora em busca de um vidro de álcool para passar no inchaço. Nessa brincadeira, perdi a entrada na casa de cora Coralina. Resultado: enquanto meus colegas foram num outro museu da cidade (não era muito importante), eu fiz a visita sozinho.
   O bairrismo sempre fez com que eu admirasse Cora, a grande poetiza goiana, mas estar na casa dela me emocionou bastante. Visitar o local onde a história aconteceu é muito diferente de ouvi-la da boca dos outros. Vi cada cômodo onde lembrava de ter visto fotos da Cora nele. Toquei em cada objeto que sabia ter sido tocado por ela. Vou me lembrar disso para sempre!
   A casa dela é muito casa de vó, (rs). Além do mas, pude ver o que eu mais queria a carta que o Carlos Drummond de Andrade (meu poeta favorito) escreveu para ela, uma pena que não era o original, apenas uma fac-símile.
   Tirei uma foto na ponte (como manda o clichê, rs), e alcancei minha turma para visitarmos o museu de arte sacra, onde estavam as obras barrocas de Veiga Vale, que para quem não conhece, é o Aleijadinho de Goiás. Depois dessa viagem maravilhosa, voltamos para a UEG e pegamos o ônibus para retornar à Anápolis, voltamos jogando adedonha para o tempo passar mais rápido. Já em casa, desmaiei de sono e só acordei hoje às 11h.
Agora planejamos ir para São Paulo visitar o Museu da Língua Portuguesa. Acho que só adedonha não vai ajudar a viagem a passar, (rs).

quinta-feira, 10 de abril de 2014

La cucaracha, la cucaracha...

Presente que ganhei da minha colega e amiga, Raquel.
   As aulas mal voltaram e já vi que esse ano vai ser produtivo. Ainda em janeiro, ou seja, no ano letivo passado, minha colega e amiga Raquel Makiyama comentou que iria passear em Cancún (México). Eu então comentei de brincadeira "Nossa, traga um sombreiro para minha coleção de chapéus".
   O que eu não esperava é que ela fosse levar a sério. Um belo dia, estou olhando o Instagram, quando vejo uma foto do sombreiro com ela dizendo "olha seu sombreiro hehehe". Tentei não ficar empolgado e fingir que era uma brincadeira.
   E não é que era sério! Ela trouxe para mim na faculdade e pude usar um legítimo e belíssimo sombreiro mexicano, ricamente trabalhado e muito bem feito, (o togemon já era meu).

   Sim, eu tenho uma coleção de chapéus (já bem antes de conhecer o Azaghal), e esse sombreiro agora faz parte dela. Por isso, deixo esse texto como uma forma de agradecer a minha amiga rica por esse presente tão precioso. Por isso, deixarei o logo do blog usando sombreiro por algum tempinho.
   E você, leitor, caso queira me presentear, compre um chapéu típico de onde você for passear e entre em contato comigo pelo Twitter para me enviar, rs.

Hasta la vista!

terça-feira, 1 de abril de 2014

Um estudo sobre o viaduto Nelson Mandela

Viaduto Nelson Mandela, o mais novo cartão postal de Anápolis.
    Desde que vi (um dia depois da inauguração) esse belíssimo viaduto que separa as avenidas Brasil e Fayad Hanna, onde antes era uma rotatória em que aconteciam muitos acidentes e engarrafamentos, fiquei com vontade de fazer um texto falando o que achei. Nunca criei coragem para sentar e escrever, mas decidi fazer isso logo antes que essas chuvas derrubem o monumento mal feito.
    Com a assinatura do atual prefeito petista (porque todo mundo tem um defeito) Antônio Gomide, que vem investindo pesado em cartões postais para um a cidade sem símbolos e memória, o viaduto foi projetado pelos brilhantes artistas plásticos Sílvio Morais e Brás de Pina, digo "brilhantes" porque o viaduto ficou muito bonito, e porque já conheço outros trabalhos do Sílvio de Moraes, como o painel da igreja Nossa Senhora d'Abadia e o painel da capela episcopal da Diocese de Anápolis. O viaduto possui a extensão de trezentos e vinte metros e consumiu vinte toneladas de metal para ser construído. Gastando 14,5 milhões do cofre público para melhorar um trânsito por onde passam em média 4, 5 mil veículos por hora.
    Na hora de batizar a criança, houve discussão, já que alguns vereadores queriam que o elevado tivesse o nome do ex-vereador e ginecologista, Dr. Cláudio de Paiva (falecido no dia treze de setembro do ano passado), que foi um dos fundadores do PFL (hoje DEM), secretário de saúde e, mais recentemente, chefe de gabinete do prefeito Pedro Sahium, além de em 2010, ter seu nome cotado para o cargo de vice-governador na chapa de Marconi Perillo. Os vereadores petistas não aceitaram tal nome e se aproveitaram da comoção mundial gerada pela morte de Nelson Mandela para empurrar o nome do Lula versão afro para batizar o viaduto. Por mais que o vereador Valdair de Jesus ("frei" é uma pinoia) tenha se manifestado contra a escolha, baseando-se na regra que existe na câmara de que só pessoas relacionadas ao município de Anápolis podem ser homenageadas dessa forma, ninguém deu ouvidos e o nome do Morgan Freeman Nelson Mandela foi escolhido para batizar o mais novo cartão postal da cidade.
   Aqui entro com minha análise, antes era só para localizar os leitores, (rs).
Qualquer artista, seja escritor, pintor ou artista plástico, sabe que não se pode dar um nome a uma obra sem vê-la depois de pronta. É preciso terminar o livro para só depois por um título. Sendo assim, depois de contemplar o viaduto pronto e iluminado, quero dizer que o nome Nelson Mandela não é adequado e gostaria de propor um novo nome.
   Não sei o que os artistas Sílvio Morais e Brás de Pina pensaram enquanto fizeram o desenho do obelisco no centro do viaduto, mas (se me permite a piada) Sigmund Freud explicaria como um materialização do desejo sexual inconsciente dos artistas. Os anapolinos (não, por mais que tenha uma lógica gramatical, não se diz "anapolitanos") que passaram pelo monumento devem ter percebido que ele é formado por uma imensa "pica de metal" (não consegui achar outro termo) que penetra numa argola de mesmo tamanho. Não há mente que não pense em besteira ao ver isso! Para piorar, ele ainda muda de cores, fazendo um verdadeiro arco-íris.
   Já que é um mistério o porquê dessa silhueta, eu usaria outro nome que tenha mais a cara do monumento e o chamaria de "Viaduto Clodovil Hernandes", já que só se pode homenagear políticos.
Lembro-me do Clodovil e, por mais novo que eu fosse, achava ele um cara legal. Sempre cheio de polêmicas, ele tinha um código de ética e o seguia retamente. Era gay, mas (mesmo sendo polêmico) era um cara coerente. Lembro de escutar ele se apresentando "Meu nome é Clodovil: 'Clô' para os mais íntimos, 'Dô' para qualquer um, e 'Vil' para os inimigos" (não tenho a referência porque ouvi isso quando pequeno). Além do mais, ele não era do PT e isso já é um ponto positivo, (rs).
   Talvez alguns dirão, "Sendo assim, seria melhor por o nome 'Viaduto Jean Wyllys'". Para esses eu responderia que não. Como dito, uma imensa "pica de metal enviada num aro" (a droga da coluna central ainda tem um corte no meio) é algo que faz lembrar o Clodovil. Algo mais parecido com o Jean Wyllys seriam várias "picas de metal", cada uma apontando para um ponto da cidade, exprimindo assim o desejo do deputado militante de que todos os cidadãos tenham uma pica em suas argolas. O monumento que lembra o pecado privado faz mais a cara de quem pecava privadamente, o outro deputado quer é uma campanha sodomita onde todos façam o que ele acha que é bom, sendo assim, acho que o atual viaduto não faça muito a cara dele. Mas fica aqui a ideia para os artistas plásticos que queiram criar um outro viaduto, (rs).

   Bom, espero ter destruído a imagem do maior e mais novo cartão postal anapolino. Porque tenho certeza de que todos que lerem esse texto vão se lembrar das coisas que disse ao passarem pelo viaduto. Deixo essa trollagem como minha pegadinha oficial de 1° de abril.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013

O ano de 2013 em apenas uma imagem
   2013 foi um ano muito bom, o fato de ter meu número da sorte nos seus dois últimos dígitos faz com que pareça ter algo sobrenatural em questão, mas duvido muito disso. Quando fui preparar minha agenda para 2014, dei uma folheada na minha desse ano e acabei revivendo todo o ano a partir do que estava escrito. Decidi por isso, fazer uma retrospectiva do ano. Assim, vocês poderão saber como foi o ano antes de eu fazer o blog. Para fins de ordem, cada parágrafo será referente a um mês do ano:

   O primeiro mês do ano foi muito tranquilo, ainda estava de férias e por isso fiquei em casa a maior parte do tempo. Foi o mês em que recebi minha dispensa do serviço militar e sai comemorando pelas ruas. Uma forte chuva me pegou naquele dia e cheguei em casa muito ensopado.
   O mês mais curto foi tão curto quanto promete. Minhas aulas reiniciaram. Tive a tristeza de saber que o Papa Bento XVI, de quem tanto gosto, iria renunciar. Rezei com muita preocupação pelo conclave. Participei de um site onde você recebia o nome de um cardeal específico para rezar por ele, assim  montaríamos juntos um ramalhete espiritual pelo conclave. "Adotei" o cardeal Jean-Louis Tauran, o mesmo que fez o anúncio da eleição do Papa Francisco.
   Em março, fiz muitas tarefas escolares. Ainda participava do projeto Pibid e fizemos, minhas colegas e eu, um trabalho com a obra Dom Casmurro, de Machado de Assis, com os alunos do ensino médio. Participei da Semana Santa em minha comunidade. Na Páscoa, presenteei-me com um ovo de Páscoa d'O Espetacular Páscoa do Homem-Aranha que veio com uma bela caneca do cabeça de teia.
   Comecei abril fazendo um retiro espiritual numa bela casa de retiros em Brasília. Também assisti a estreia de Homem de Ferro 3 e sofri uma decepção que devia me deixar desanimado o resto do ano. A UEG entrou de greve e eu aproveitei para ler A Demanda do Santo Graal.
   Em maio, por causa da greve, não fiz muita coisa. Estava no projeto Pibid, e então dei uma aula sobre história em quadrinhos para os alunos do ensino médio. também teve o Dia da Toalha e organizamos uma turma boa de malucos para nos encontrarmos na praça de alimentação do shopping com nossas toalhas. Fiz uma aposta de que se o meu amigo Tobias criasse um perfil na Skynerd, eu leria A Batalha do Apocalipse. No mesmo dia da toalha, ele fez. Também participei da bela Missa de Corpus Christi com toda diocese de Anápolis.
   Em junho, participei do I Encontro Pibid-UEG. Lá dei relatório, juntos de meus colegas, de como foi o projeto. Nosso projeto foi muito elogiado. Li A Batalha do Apocalipse e gostei bastante. Comecei também a estudar mitologia egípcia para começar a escrever Senet: o jogo dos deuses, confiram essa saga no meu outro blog.
   Em julho, houve a Missa de vestição dos coroinhas que eu havia preparado durante o ano, foi uma bela celebração que emocionou a comunidade. Revi meu amigo Marcílio depois de dois anos. Fui à Jornada Mundial da Juventude (JMJ), um acontecimento que poupa descrições, o melhor fato do ano, com certeza. No último dia da Jornada, descobri que acabou a greve da UEG.
   Em agosto, as aulas retornam com tudo muito bagunçado e atrasado. Uma menina pelo Skoob me fez a proposta de trocar meu livro do Crepúsculo, lido somente uma vez, pelo Compêndio da Doutrina Social da Igreja Católica dela. Mandamos nossos livros um para o outro por correspondência. O negócio mais bem feito da minha vida! Fiz muitos trabalhos e provas para corrermos com o conteúdo na faculdade. Terminei de ler O Tempero da Vida e outros ensaios, de G. K. Chesterton. Um grupo de jovens passou a se reunir comigo para estudarmos o Catecismo. Minha prima, Dannielly Hipólito, formou-se em Agronomia, fomos a sua formatura.
   Em setembro, eu comecei novamente, depois de dois anos, a fazer direção espiritual. Minha família e eu fomos acampar no feriado da independência. Li o livro Manifesto do Nada na Terra do Nunca, do Lobão. Criei o blog Desabafos que mais tarde seria transformado nesse aqui. Voltou a revista do Deadpool para me alegrar.
  Outubro começou com a festa da padroeira de minha comunidade, Santa Teresinha do menino Jesus. O mês passou muito rápido com apenas provas e trabalhos. Fiz a compra de alguns livros que queria muito pela Saraiva. Também assisti ao filme Thor 2: o mundo sombrio que é bem "bacaninha".
  Já novembro, começou com Finados, e fui visitar o túmulo de minha avó.  Houve o Encontro regional dos Estudantes de Letras em minha unidade. Tive o prazer de conhecer Marcos Bagno pessoalmente. Também ocorreram as eleições para diretor da unidade, o fato só vale ser comentado porque trabalhei de mesário e achei muito divertido. Houve também a Crisma de meu afilhado Samuel, e eu finalmente realizei o "sonho" de ser padrinho. Começaram as reformas na capela de minha comunidade.
   No último mês do ano tive muitas aulas e provas, mas uma ótima confraternização na UEG. Assisti a'O Hobbit, decepção tão grande que me fez esquecer a decepção sofrida com Homem de Ferro 3. Viajei à Brasília para a palestra do Prof. Roberto de Mattei. Criei esse blog.

   Esses foram os acontecimento marcantes do ano de 2013 em minha vida. Espero que todos tenham gostado. Que 2014 prometa mais emoção e alegria do que esse já teve. No mais desejo um feliz ano novo a todos!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Anapolinos em Brasília

Banca de jornais que encontramos na Candangolândia
   Nessa terça-feira (10/12), viajei à Brasília com alguns amigos historiadores e católicos para assistirmos à palestra do Prof. Roberto de Mattei sobre os bastidores do Concílio Vaticano II. Fomos bem adiantados, pois sabíamos que íamos os perder. Dito e feito. Em Brasília, se você errar ao menos uma entrada, terá de andar o triplo do que iria andar.
   Mas, ainda sim conseguimos chegar cedo o bastante para passearmos pelo shopping Iguatemi, um shopping muito bonito, mas onde tudo é muito caro. A Livraria Cultura, onde foi a palestra, é uma espécie de céu na terra. Dois andares com tudo, absolutamente tudo, que você estiver procurando.
"Garimpando", encontrei dois livros do Tolkien: Árvore e Folha e Cartas do Papai Noel. Fiquei muito feliz e acabei comprando (do primeiro foi um para mim e outro para meu amigo secreto). Além de algumas HQ's que encontrei por lá.
   Depois de fazer um rombo na minha conta bancária (rs), fomos finalmente ver a palestra que foi muito interessante. O Prof. Mattei possui uma ótima pronúncia de português e ideias bastantes diferentes do normal que eu estava acostumado a ver. É claro que muitos o criticam pelo seu ponto de vista, extremamente conservador, mas acredito que é muito importante conhecer todos os lados da moeda.
   Comprei o seu livro Apologia da Tradição que é um post-scriptum do livro Concílio Vaticano II: uma história nunca escrita que vou pegar emprestado com um dos meus amigos que comprou. Quem mandou fazer uma palestra numa livraria cheia de livros maravilhosos? (rs). Após a palestra, houve um momento para fotos e autógrafos, enquanto isso foi servido um buffet. Os funcionários da Livraria Cultura estão de parabéns pelo atendimento e todo o pessoal do Instituto Plínio Correia está mais de parabéns ainda pela organização, carinho e atenção. 
   Depois de vinte minutos na fila (tinha gente pra burro), eu finalmente puder pegar meu autógrafo e tirar um foto com o prof. Roberto de Mattei. Logo depois fomos embora, já eram dez horas da noite,  e ao pararmos num posto de gasolina na Candangolândia para abastecer, uma fumaça estranha começou a sair do carro. Não sei o que aconteceu, pois não entendo nada de mecânica, mas tivemos que passar a noite ali mesmo até que uma oficina mecânica estivesse aberta.
   Nunca pensei que a vida noturna fosse algo tão conturbado. Comi um hambúrguer no McDonald's e sentei para esperar. fazia muito frio, mas eu tinha um gorrinho de Papai Noel para esquentar minhas orelhas. Um sujeito estranho chegou e depois de tentar nos ajudar, foi se encontrar com um outro sujeito (vestido de policial) e trocaram um pacote misterioso de um porta-malas para outro. Ambos partiram e um terceiro carro chegou, era um casal de adolescentes que estavam muito bêbados. O rapaz (que dirigia muito bem, por sinal) estava louco para ter relações sexuais com a menina que amassava e acariciava loucamente. Quando viram que não estavam sozinhos, foram embora. Continuamos ali e já às três da manhã, um trio de trombadinhas armados com facas assaltaram o frentista do posto, bem ali na nossa frente, eu estava cochilando e acordei assustadíssimo com o alvoroço dos meninos que tinham visto tudo. A polícia chegou depois, mas não resolveu muita coisa.
   Passadas as loucuras, o dia amanheceu e eu perambulava pelo posto. Estava completamente sem sono. Voltar para aquele carro, tendo as pernas do tamanho das minhas, era um tormento. Os funcionários do McDonald's que me atenderam de noite ainda estavam lá, limpando o restaurante.
De manhã procuramos uma oficina mecânica e um copo de café. Um número espantoso de banquinhas de café são montadas pela avenida a fim de atender os candangolenses que saem para trabalhar. Já eram duas da tarde quando o carro ficou pronto. O mecânico (que Deus o abençoe) foi super gentil e camarada ao cobrar a tacha de serviço.
   Quando chegamos em Anápolis, uma chuva gelada nos recepcionava. Deitei e dormi até hoje, às seis da manhã. Com sono reposto, agradeço o passeio (que apesar do pesares foi ótimo) e a companhia dos meus amigos Tobias, Daniel, André e Rogério. Foi tudo muito compensador, e todos os livros que comprei me relembram isso, mas não pretendo voltar à Brasília tão cedo, (rs).