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terça-feira, 21 de abril de 2015

Demolidor - Netflix

O Demolidor não viu, mas talvez você irá ver alguns spoilers da série aqui.
   A série Marvel's Daredevil ou simplesmente Daredevil (eu prefiro chamar de Demolidor) estreou no dia dez de abril, e uma semana depois eu já tinha assistido seus treze episódios em maratona, como pede a tradição Netflix. Já resumo tudo dizendo que amei de paixão a adaptação que fizeram.
   Sou suspeito para falar, o Demolidor é o meu segundo super herói predileto, perdendo apenas para o Homem-Aranha, e os dois juntos formam minha dupla preferida de heróis. Acrescenta-se o Justiceiro e temos minha trindade favorita dos quadrinhos, que me desculpem Superman/Batman/Mulher-Maravilha e Capitão América/Homem de Ferro/Thor. Uma pena que pelo tom adulto da série, não teremos o Aranha fazendo uma participação, já que a Marvel insiste nessa ideia do Peter adolescente. Mas quem sabe teríamos Frank Castle em pelo menos um episódio?
   Voltando à série, gostaria de dar meus parabéns à Netflix mais uma vez. Depois de Marco Polo, Better call Saul e, especialmente, House of Cards, a Netflix confirmou que sabe fazer séries excelentes e chegou para ficar.

 

Abertura


   Tradando-se de uma série, a abertura diz muito a respeito do que será transmitido. Eu acho uma pena quando uma série tem uma abertura genérica, com cenas de alguns episódios, como algumas séries da Disney. Não, a abertura de uma série traz todo o espírito do que será transmitido.
   Existem aberturas que contam a história do personagem, como Arrow ou a narração da Amy Pond em Doctor Who; existem outras séries que trazem músicas temas inesquecíveis, como Um Maluco no Pedaço ou a contagem regressiva de Chaves; e existem aberturas que trazem uma pesada carga simbólica, como é o caso de House of Cards que comentarei em outro post.
   Parece ser um padrão da Netflix optar por esse último estilo, e na série Demolidor, vemos a construção da cidade com sangue, o que pode levar a três interpretações: 1). O sangue derramado pela cidade, tanto dos que se sacrificam por ela quanto dos que são sacrificados por ela; 2). A forma como o Matt vê o mundo; 3). A cidade é viva. Eu aposto mais na primeira.
   Outra coisa interessante é o que é modelado com esse sangue. Primeiro surge a deusa Cibele, símbolo da justiça, então mostram alguns prédios, uma caixa d'água, uma ponte e depois a cidade, depois uma igreja e um anjo chorando (alusão ao catolicismo do herói que iremos comentar adiante) e por fim o "demônio da Cozinha do Inferno", formando o nome do herói e da série.
   A música tema também é fantástica, pois combina tensão, aventura e melancolia. As notas graves dão um timbre triste, como uma Marcha Fúnebre, de Chopin; o ritmo acelerado ao fundo (como o da abertura do selo Marvel nos filmes) traz a ideia de aventura e a composição melódica em si é tensa. Não entendo tanto de música quanto eu gostaria, mas entendo de sentimentos, e essa música combina esses três sentimentos tal como o Demolidor.

Elenco


   Os atores foram muito bem escolhidos. Uma série requer um orçamento mais baixo do que os filmes e por isso não pode contratar figurões como Samuel Jackson ou Robert Downey Jr., mas muitas acabam contratando atores bem chinfrins. Não é o caso dessa série, pois ela montou um bom elenco.
   Eu já comprei a ideia da série quando vi que o inglês Charlie Cox interpretaria Matt Murdock, gostava desse ator desde Tristan Thorn no incrível Stardust: o mistério da estrela, mas passei a gostar dele mais ainda depois dele interpretar meu querido São Josemaría Escrivá de Balaguer em There Be Dragons. Ele tem uns trejeitos meio infantis (vulgo "cara de menino") que às vezes extrapolam ao ponto de me lembrar o Daniel Radcliffe, eterno Harry Potter, mas não vou julgar o talento dele pela cara de menino, seria como dizer que Matt Smith não pode ser o Doctor.
   Ouvi gente reclamando da Deborah Ann Woll como Karen Page, mas não concordo, talvez porque eu não gosto da Karen desde Demolidor: A Queda de Murdock e por isso não tenho tanto apreço pela personagem. Mas a Deborah é muito linda e atua bem e isso para mim é mais que o suficiente para interpretar Karen Page. Nada vai ser pior do que essa pseudo Enfermeira da Noite que fica nesse melodrama com o Matt, estou me referindo à Claire, que na verdade, deveria estar namorando o Luke Cage.
   Tirando o cabelinho ridículo (que odiei), Elden Henson faz um bom papel como Foggy Nelson, só podia ficar mais porquinho, se bem que o Matt já reclamou dele ter comido cebola e não tomar banho há dois dias, então isso mostra que os produtores sabem como é o Foggy. Outro fato bacana sobre ele é a amizade com Matt. Foggy e Nelson vivem um verdadeiro bromance, sendo a mais incrível dupla de "abacates".
   É impossível fazer qualquer adaptação de Demolidor sem haver a presença incrível de Ben Urich. O jornalista sempre esteve investigando o crime e trabalhando junto do Demolidor. A escolha do Vondie Curtis-Hall me chocou de início como o Idris Elba de Heimdall, mas a atuação dele é fantástica e a mudança étnica do repórter não fez a mínima diferença.
   E por último, devo falar da contraparte de Murdock, o Rei do Crime foi brilhantemente interpretado por Vincent D'Onofrio, que trabalhou muito bem o espírito do vilão, mas comento isso com mais detalhes depois.
E o Bob Gunton me fez gostar do Coruja, fala sério.

Caracterização


   Apenas para comentar alguns detalhes que não couberam no título anterior. Como o fato de Ben Urich trabalhar no Boletim. Achei uma pena não terem colocado o Ben Urich trabalhando no Clarim Diário, isso integraria o universo Marvel, mas sei que há um monte de burocracias e chatices envolvendo tudo. Além disso, seria necessário escolher um J. Jonah Jameson, e isso daria muito trabalho.
Porém, a ideia de que a imprensa está morrendo e que Urich pensa em ir para internet virar blogueiro (se bem que até blog está caído hoje em dia, a moda agora é vlog) é no mínimo interessante, como o Clarim Online, nas HQs atualmente.
   Como a história do Demolidor foi construída também foi bacana, eles mostraram apenas o básico e vão recorrer ao resto com flashbacks, como Arrow. Isso deixa a trama mais leve e faz até um certo mistério sobre a vida dele, como as duas vezes em que quase contaram sobre o paradeiro da mãe dele (ela é uma freira, sabia?), mas preferiram deixar para outra temporada. Por enquanto, focaram mais no seu pai, o Jack "Batalhador" Murdock.
   Se tratando da história do Demolidor, um capítulo em especial me fez exultar de alegrai ao ver que o personagem está tão fiel aos quadrinhos. Uma coisa (entre milhares) que o filme errou rude: Stick, o sensei de Matthew.
Um cara não pode simplesmente ganhar um sentido de radar e virar um ninja sem mais nem menos, ele precisa ser treinado para usar seus poderes ao seu favor. Stick está tão severo e sacana quanto eu costumava imaginar nos quadrinhos. Às vezes é difícil comprar a ideia de que um velho cego apareceu do nada e treinou um menino também cego para ser um ninja (sem piadinhas de "um cego guiando outro", certo?), mas os produtores não se importaram e trouxeram o velho para série. Realmente me empolgou muito vê-lo em live action.
   A construção do uniforme também foi legal, antes ele era só uma cara mascarado, que chegou a receber vários nomes: "mascarado", máscara negra", "homem de preto" (MIB?), "justiceiro" e outros. Mas a ideia de pedir ao Melvin Potter (vulgo Gladiador) para fazer seu uniforme e tirar a ideia do demônio de suas conversas com o padre foi uma sacada genial. Como seus bastões foram surgindo também foi legal, ele usava só os punhos, Stick lhe deu os bastões de madeira e ele acabou ajeitando um super bastão de metal (que sai faísca!) que encaixa e desencaixa, faltou só ele disparar cordas para ele se balançar por aí. Enfim, o uniforme não foi uma coisa jogada no nosso colo, eles trabalharam a ideia dele ao longo de toda série primeiro.
   Outra coisa interessante foi a censura +18. Isso deu espaço para um tom de violência que não caberia em outra mídia, o "Diabo-Atrevido" não é para criança. Uma pena que isso proíbe de que o Homem-Aranha faça um ponta. Droga, como queria vê-los juntos!
   Tudo isso contribuiu para que o Demolidor se tornasse na série o que ele é nos quadrinhos: o Batman da Marvel. Um exímio lutador com horror à armas que faz justiça na sua cidade natal sem matar, mas fazendo todos se borrarem de medo.

Vilões


   Fazer uma série, ao contrário de um filme, quer dizer que você vai trazer vários vilões. Pois uma série tem muito mais tempo de trabalhar a motivação dos vilões, ao contrário dos filmes, sobretudo os últimos, em que os vilões parecem não ter motivação alguma. Demolidor trabalhou bem isso, desde o primeiro episódio, vemos surgir do nada um homem cujo nome é proibido pronunciar: Wilson Fisk, o Rei do Crime.
   Os produtores dessa série com certeza leram Justiceiro MAX: Rei do Crime, pois trabalharam o vilão de forma semelhante. Fisk surge do nada, é conhecido por poucos e aos poucos vai ganhando espaço diante dos holofotes. O Rei do Crime (embora ele não seja chamado assim na série) reuni a máfia russa, japonesa e chinesa e derruba uma de cada vez, até que só reste ele no comando da Cozinha do Inferno. A corrupção que dá tanto poder a Fisk é bem demonstrada na série, e o grandão se mostra intocável (até o último episódio).
   Como Wilson Fisk foi trabalhado é algo interessante. Sua infância traumatizante que só termina de uma forma ainda mais traumatizante, após ele assassinar o próprio pai. Esse é um dos pontos que demonstram sua crueldade, ainda que seja de uma forma bem mais sútil do que em Justiceiro MAX: Rei do Crime. Wilson tem complexos, como o de encarar a parede branca, e isso motiva as ações do personagem. Sua amizade com Wesley (e depois a morte deste) e seu amor por Vanessa são boas formas de justificar sua brutalidade. Ele decapitou o chefe da máfia russa com a porta do carro só porque ele o envergonhou na frente de Vanessa. Esse é Wilson Fisk, um touro incontrolável diante de uma bandeira vermelha.
   Creio que mesmo com esse lado sentimental, o Rei do Crime está sendo bem retratado. Sua mãe no asilo foi uma boa sacada, e até Wesley foi uma ideia bacana, mas felizmente ele está morto e a mãe de Wilson não volta mais do asilo para onde foi. Wilson Fisk irá se tornar o monstro que é aos poucos. Sua forma de lutar também tem tudo a ver com o Fisk dos quadrinhos, a força bruta, as trombadas e a facilidade em levantar o oponente. Só faltou gritar "Não é banha, é músculo!".
   As vestes dele lembram bastante o original, mas não são como o terno branco dos quadrinhos. Porém foi uma escolha dos produtores, que já demonstraram isso quando Vanessa conta sobre um príncipe (príncipe... rei... sacaram?) que usava terno branco e lenço, ao que Wilson responde que aquilo era algo exagerado. A ideia do terno revestido também saiu dos quadrinhos.
   Embora Wilson Fisk seja o principal antagonista da série, outros vilões tem suas vezes. Alguns tem uma boa participação e outros só aparecem de relance. Esse último é o caso do Taurus, chefe da organização secreta chamada Zodíaco, cujo nome verdadeiro "Van Lunt" aparece na porta do escritório de Nelson e Murdock, por baixo do cartaz. Outros vilões que são referenciados são as indústrias Roxxon, da qual o nome aparece várias vezes, e o vilão Metalóide, cujo as pernas metálicas aparecem em um canto da oficina do Melvin Potter.
   Uma especulação que fiz foi entender que as cartas de baralho usadas por Ben Urich e a que aparece no kit de primeiro socorros de Jack Murdock faziam referência ao Mercenário, mas acho que exagerei, pois quero muito vê-lo na série.
O que ninguém pode negar é que a série está cheia de easter eggs, detalhes pequenos espalhados no fundo, como a Torre dos Vingadores que surge em um episódio. Mas o que eu queria mesmo era algo mais agressivo, como o Homem de Ferro passando voando rapidamente ou o Homem-Aranha balançando numa teia ao fundo. Isso iria ser divertido, além de ajudar na integração do universo. Não que isso não esteja sendo feito, pois a batalha de Nova York toda hora é comentada e até o Homem-Formiga já foi citado por Ben Urich numa conversa ao celular como "um maluco com chapéu de metal".
   Bom, como eu disse, existem outros vilões importantes além de Wilson Fisk, como a máfia russa (mais russa impossível) ou o Tentáculo, que embora não tenha seu nome dito, fica claro que se trata de um clã de ninjas vestidos de vermelho como o falecido Nabu.
   Coruja e Gladiador, embora não sejam propriamente vilões na série, ambos tomaram uns cacetes do Demolidor e são vilões nos quadrinhos. O primeiro é Leland Owlsley ("Owl-": Coruja), que equivale ao Pinguim do Batman. Na série ele não usou aquele cabelinho ridículo e nem comeu ratos, mas foi mais um contador do Rei do Crime, isso sem deixar de ser muito esperto. Wilson Fisk só foi pego por causa dele. A atuação do Gunton está fantástica, ele deu carisma ao vilão. Fiquei muito chateado com a morte dele. Já o segundo é Melvin Potter, o perturbado fabricante de uniformes que já vestiu uma fantasia azul e amarela (da cor de uma bandeira na oficina) para atacar Murdock com lâminas circulares. Durante a briga na oficina, ele chegou a arremessar uma dessas no Demolidor. Mais um easter egg!
   Para representar as mulheres entre os vilões, temos a sinistra Madame Gao. Qual é a da velha? Não lembro dela nos quadrinhos, e nem sei ao certo se ela existe neles. Na heroína que ela traficava, era carimbado o desenho da Serpente de Aço, símbolo de Kun Lun, cidade mística onde o Punho de Ferro aprendeu suas técnicas. Achei sinistro como ela derrubou o Demolidor com um só golpe. Agora, ela desapareceu, disse que ia para um lugar mais longe que a China, talvez seja Kun Lun. Não sei! O que sei é que ela me dá arrepios.

Catolicismo


   "(...) Além disso, ele aguenta uma dor tremenda sem reclamar". "A última parte é o catolicismo". Essa com certeza foi uma das partes mais hilárias da série.
   Sim, Matthew Michael "Matt" Murdock (porque todos sabemos que o Stan Lee adora uma aliteração) é católico apostólico romano. Como Noturno, dos X-Men, o catolicismo está na essência do personagem. É a noção de martírio que faz Matt se entregar pela Cozinha do Inferno. E a série explorou isso muito bem. Na primeira cena da série, assim como na primeira cena de Demolidor: Diabo da Guarda, vemos Matthew se confessando pelo que irá fazer. Eu brinquei que o Demolidor é o Batman da Marvel, mas Matt tem essa grande diferença do Cruzado Encapuzado: ele não sente prazer no que faz ou ao menos não sente prazer em saber que sente prazer. O senso moral do Demolidor, e não uma infância traumática, é o que faz lutar como juiz e júri. Essa mesma moral que o impede de assumir o terceiro cargo, o de carrasco.
   Como eu comentei num texto anterior, onde eu fazia uma resenha da revista Demolidor: fim dos dias, por mais que Matt tenha vontade, ele nunca irá matar o Rei do Crime (ou o Mercenário), pois o dia em que ele fizer isso, terá deixado de ser o que ele acredita ser. Ele terá perdido.
   Em suas conversas com seu padre (mais um parabéns por atuação), Matt conta que não acha certo o que faz, mas deve ser feito. Ele sofre com isso e se sente mau, isso que irá inspirá-lo a se vestir de demônio e sair por aí lutando. Um demônio que luta para salvar o Inferno (seu lar), essa é a maior ironia da história dos quadrinhos.


   Isso foi tudo que eu tinha para comentar sobre a série. Gostei mesmo do que foi feito e aguardo ansiosamente pela segunda temporada (que aliás já foi confirmada). Não sei que rumo a série irá tomar sem Ben Urich, mas espero que seja um rumo com a participação de outros heróis do universo Marvel, com o surgimento do Mercenário e com o Foggy Nelson de cabelo cortado.

domingo, 19 de abril de 2015

Demolidor: fim dos dias

Uma das melhores histórias do herói da Cozinha do Inferno.
   Aproveitando essa onda de Demolidor nas redes sociais por causa da sua série na Netflix (que estou assistindo, amando e prometo postar um texto sobre ela amanhã, pois preciso terminar de ver os últimos episódios), eu decidi fazer um pequeno comentário sobre a brilhante saga Demolidor: fim dos dias (Daredevil: end of days, no original), cujo segundo e último volume acabei de adquirir nas bancas.
   Quero começar falando exatamente desse aspecto. A obra original foi lançada em um volume único nos Estados Unidos, mas a Panini Comics pensando apenas no lucro teve algum motivo para achar que seria melhor quebrar a saga em dois volumes.
   Para se montar esse enredo fascinante, foi necessário reunir um baita time: o roteiro é de Brian Michael Bendis (Ultimate Homem-Aranha) e David Mack (Kabuki), e os desenhos de Klaus Janson (Batman: o Cavaleiro das Trevas), Alex Maleev (Novos Vingadores: Illuminati) e o David Mack novamente.
   A história é recomendada apenas para fãs do Demolidor de longa data, pois está repleta de personagens e detalhes que só quem já leu um bom número de aventuras do herói conseguirá compreender perfeitamente.
   É impossível ler esses dois volumes e não se lembrar de Batman: O que Aconteceu ao Cavaleiro das Trevas?, de Neil Gaiman, e Superman: O que aconteceu ao Homem de Aço?, de Alan Moore, pois essa HQ veio para contar como seria o fim do Homem sem Medo num futuro distante ou não. A prova disso é um jornal do Clarim Diário escrito "CAP DEAD" (Capitão América morto) que aparece ao fundo de uma cena.
Com essa proposta, a narrativa gira em torno de uma palavra: "MAPONE". Essa foi a última palavra dita pelo Matt Murdock antes de que o Mercenário o matasse. Ben Urich começa então a investigar sobre o significado dessa palavra.
   Utilizar-se de Ben Urich como canal para que o público veja o Demolidor é sempre algo fascinante. O leitor acaba por ir se envolvendo nas descobertas do jornalista que passa a procurar por cada pessoa que foi próxima do Demolidor e/ou do seu alter ego. É aqui que se faz importante conhecer bem o personagem, pois Urich se encontra com figuras conhecidas por leitores antigos. Ben Urich visita os antigos amores de Murdock: Milla Gillian, Viúva Negra, Mary Tifoide, Eco e Elektra Natchios; encontra com outros personagens do universo Marvel: Nick Fury, Peter Parker e Frank Castle; e até alguns vilões do Demolidor: Gladiador, Coruja, Guerrilheiro, Bullet, Homem Púrpura e a Igreja do Tentáculo. Não citei o Foggy Nelson porque nesse futuro ele teria desfeito a parceria com o Murdock, um prelúdio do fim do herói.
   A narrativa se inicia com o Demolidor sendo assassinado pelo Mercenário no meio da rua e as pessoas da cozinha do Inferno apenas assistem. O autor faz uma reflexão sobre o fim dos heróis e como as pessoas não se importam. Um homem veste um colante e enfrenta bandidos para salvar pessoas e quando ele morre, elas estão ocupadas de mais para se importar.
   Outra reflexão interessante é sobre o que se passou pouco antes da morte do Demolidor, quando ele  mata o Rei do Crime, finalmente ultrapassando sua barreira de moralidade. O que sempre separou o Demolidor de Wilson Fisk tinha sido isso, Matt sempre quis matá-lo, mas sempre se controlou, por fim ele não se segurou. Algo semelhante à relação Batman-Coringa que foi muito bem explorada em Batman: o Cavaleiro das Trevas (Frank Miller) e no jogo Batman: Arkhan City, que comentarei num futuro post.
   Podemos dizer que o Demolidor chegou ao fim quando matou Fisk, e isso é literalmente demonstrado pelo Mercenário. Um dilema interessante das histórias em quadrinhos: o herói deve manter sua conduta ou encontrar seu fim.
   Somente no final do segundo volume o leitor compreende o significado da última palavra dita pelo Demolidor. Há quem não tenha gostado, porque a história acaba criando muita expectativa em relação ao real significado da palavra, mas creio que foi um bom desfecho, digno do fim de um herói (Mas uma vez comparo com Batman: o Cavaleiro das Trevas). Só não entendi porque isso faria com que o Mercenário se matasse, mas ninguém pode compreender a mente de um dos maiores insanos na Casa das Ideias.
   Os desenhos são fantásticos, mesmo aqueles mais distorcidos de quem pessoalmente não sou fã, mas tenho que admitir que ficou um troço bem feito. Adoro sobretudo os pequenos easter eggs espalhados pelas páginas, como o Timmy usando uma camiseta do Homem-Aranha enquanto conversa com o Peter Parker.
   Outra coisa fenomenal são os anexos, duas pequenas histórias (uma em cada volume) tratando de duas paixões de Matt Murdock (mais duas! É, eu sei, ele é um galinha) que não apareceram na história, Stana Morgan e Karen Page. Na primeira, temos um relato de Stana contando como conheceu Matthew, suas impressões e seus sentimentos pelo herói. A segunda é uma dessas histórias de "E se tal coisa tivesse acontecido?" e conta o que teria acontecido se Karen Page não tivesse morrido em Demolidor: Diabo da Guarda (Kevin Smith), mais uma vez eles trabalham com o Demolidor assassinando Wilson Fisk e encontrando seu fim depois disso (ele é julgado e preso). Inclusive, achei de super bom gosto terem anexado essa história aí, pois ela tem a mesma mentalidade dessa.
   Esses volumes foram feitos especialmente para os fãs do Demolidor e é leitura obrigatória para os mesmos.

Demolidor: fim dos dias (volume 1) tem 124 páginas e reúne as edições Daredevil: End of Days 1-4 e uma história retirada de Daredevil 1.5Demolidor: fim dos dias (volume 2) também tem 124 páginas e reúne as edições Daredevil: End of Days 5-8 e What If Karen Had Lived. Cada volume custa R$18,90 e estão encadernadas com papel cartão.

domingo, 25 de maio de 2014

Dia da Toalha

   Se você achou esse título estranho, já posso te julgar como alguém que NÃO leu a maravilhosa obra de Douglas Adams. Isso mesmo, estou falando de uma obra maravilhosa chamada O Guia do Mochileiro das Galáxias, uma obra que você não leu.
   Esse livro conta a história de dois aventureiros que andam pelas galáxias depois que a terra foi destruída, eles seguem os conselhos de um livro (que dá título à obra) e tentam resolver algumas questões.
O Guia do Mochileiro das Galáxias é um dos livros mais icônicos da literatura contemporânea e da cultura pop (ou nerd, se preferir). Vários elementos de sua narração se tornaram referências mundiais, como o número 42 (resposta para a vida, o universo e tudo o mais), o robô Marvin, a própria toalha e muitos outros.
   Mas onde é que a toalha entra nessa história? Então, o Guia recomenda que todos os mochileiros carreguem suas toalhas... bom, leia você mesmo:
   Segundo ele [o Guia], a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você -estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.
   Depois de quarenta e dois dias após a morte do autor, ficou estabelecido o dia para se celebrar a obra (25 de maio). Sendo assim, os fãs saem para fazer suas atividades costumeiras, mas levando uma toalha nos ombros.
Algumas pessoas acham bobeira, e nenhuma entende, mas pode acontecer de você encontrar alguém que conhece a obra. Aí embaixo, tenho foto dos meus dois últimos dias da toalha onde tirei uma foto com os demais mochileiros que encontrei por acaso e também celebravam o dia.

Dia da Toalha (2012) na UEG.
Dia da Toalha (2013) no Brasil Park Shopping.
   Esse ano, estarei no encontro do Segue-Me (deixei o post para sair automaticamente) e por isso não sairei por aí, nem tirarei fotos. Mas saibam que irei fazer leitura na Missa de encerramento do encontro e faço questão de ficar com minha toalha lá em cima, no altar.
   Espero que esse post tenha influenciado você a querer ler a "trilogia de cinco livros" que compõe essa obra. Douglas Adams é um dos escritores mais geniais que passaram pela terra e você com certeza vai adorar. Depois disso, conte o que achou do livro nas redes sociais e vamos comemorar o próximo dia da toalha no ano que vem. Agradecimentos especiais ao meu xará Carlos Alberto (Cajuh) que me apresentou a essa obra espetacular no ano de 2011.

Até mais, e obrigado pelos peixes!

domingo, 4 de maio de 2014

#MayThe4thBeWithYou

Happy Star Wars Day!

            Quem me segue em alguma rede social deve ter percebido que hoje estou (junto com milhares de pessoas) comemorando o Star Wars Day. Esse data, para aqueles que não sabem, é uma brincadeira mundial entre os fãs de Star Wars (favor não confundir com Star Trek) devido ao cumprimento dos jedis nos filmes, “Que a Força esteja com você!” (em inglês, “May the Force be with you!”), que tem a mesma sonoridade que “May, the 4th” (04 de Maio em inglês). Esse trocadilho gerou o dia mundial de Star Wars.
            A Força, é uma energia que está em toda parte, meio panteísta, essa energia mantém o universo em ordem. A Força pode ser usada para o bem e para o mal.

"A Força é o que dá poder ao Jedi. É um campo de energia criado por todas os seres vivos, ela nos envolve e penetra. É o que mantém a Galáxia unida." (Obi Wan Kenobi).


Por isso, seja você um Jedi ou um Sith. Desejo um feliz dia de Star Wars. E, é claro:

Que a Força esteja com você!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Capitão América: o Soldado Invernal

Eu ouvi um "ba-dum-tss"?
            Nos últimos dias, eu estava aguardando ansiosamente por aquele que seria o melhor filme da Marvel. Como disse nos posts anteriores, uma série de fatores contribuíram para que eu não fosse ao cinema ver o filme, mas por fim eu consegui e deixo aqui minhas opiniões. É claro que haverão spoilers!

            Muita gente que não tem a mínima noção das histórias em quadrinhos do Capitão América se tornou motivo de piada na internet. Frases como “Só eu que li infernal?” “Não seria melhor infernal?” “É invernal mesmo, porque o Capitão América ficou congelado” “Existe essa palavra ‘invernal’?”.
            Tirando esses comentários, todos estávamos desejosos de ver uma das melhores histórias do Capitão América nas telonas. Toda minha empolgação foi devolvida em satisfação. O filme é épico!
            Embora muitos critiquem a atuação do Chris Evans, eu acho que ele sempre foi muito bem como Capitão América. Mas o importante é que nesse último filme, ele fez com que todos concordassem: ele é o Capitão América.
Embora sua metro-sexualidade incomode, Chris Evans conseguiu, pela postura de Sentinela da Liberdade, contrabalancear em cenas com grandes atores, como Samuel Jackson e Robert Redford.
            O filme começa com uma boa tacada, vemos Capitão América conhecendo o Falcão. Ele o vê como um igual (um soldado que já esteve em campo) e depois sai com a Viúva Negra para uma missão.
Esse missão deve ser considerada como uma parte muito importante do filme, ali vemos muita coisa importante que vai mandar na história acontecer. A caracterização e atuação do Batroc está fabulosa. F-A-B-U-L-O-S-A!!!
Falando em boa atuação e caracterização, a Viúva Negra também está tão maravilhosa como em todos os filmes, só que dessa vez, ela teve espaço para mostrar o quanto ela é sarcástica e manipuladora, bem como ela faz com os russos no início de Os Vingadores. Sua personalidade maldosa faz uma ótima oposição com os modos de escoteiro de Steve Rogers. Acho brilhante como ela quer arranjar alguém para o Rogers namorar.
            Passando daí, temos uma das cenas mais épicas dos filmes de super-heróis, o atentado contra Nick Fury. Ali, vemos algo que eu sempre quis ver, o diretor da S.H.I.E.L.D. em ação. Embora, Stan “o cara” Lee tenha criticado o Fury de Jackson, eu não tenho defeito para pôr, só elogios. Aliás, o ar-condicionado está em perfeita condição de uso, (rs).
            Quanto ao soldado “infernal”, (rs). A atuação de Sebastian Stan foi muito boa. Talvez, quem sabe, poderia haver a possibilidade de... por que não?... ele tormar o manto do Capitão América após a morte deste. Seria algo incrível para se ver no terceiro filme da saga.
Não faço mais comentários porque não é necessário. O Bucky está como deveria estar!
            Não vou falar do Alexander Pierce, não há necessidade. O cara é incrível!
Mas vou deixar aqui meus comentários para as mulheres. Maria Hill tirou todo o receio que não havia tirado em Os Vingadores de que ela pode sim dirigir a S.H.I.E.L.D. como Nick Fury fazia.
A Sharon Carter (ou Agente 13, se preferir) também mandou muito bem. Espero vê-la namorando Rogers nos filmes futuros.
            Sobre isso, gostaria de fazer um comentário que fiz enquanto via o filme. Todo mundo na S.H.I.E.L.D. é foda! Todo mundo por lá sabe lutar muito bem. O filme é cheinho de cenas de ação, que não são muito comuns nos filmes de heróis nos filmes de espionagem. Isso foi muito bacana de se ver. Nem preciso falar do Brock Rumlow. O fodão que se tornará o Ossos Cruzados. Fica mais um sinal da morte de Steve Rogers.
            Falando em sinais e pontas para próximos filmes, o pós-crédito deixou muita dica: os gêmeos mutantes, o cetro de Loki e o Barão Striker. Mal posso esperar pelo que vêm por aí.
E o Arnim Zola?!? Caraca!!! Sem comentários, minha cabeça explodiu. Acho deveriam criar uma explicação (como um back up, ou sei lá o que) para levá-lo para mais filmes.
            Por último, vai uma crítica, para não dizer que foi só elogios. Eu não acho que deviam ter destruído a S.H.I.E.L.D. tão cedo, mas seja  que for, quero ver Nick Fury de tapa olho novamente!

            Por fim, acho que a Marvel compensou enfim o grande mal que foi Homem de Ferro 3, agora, cabe a nós esperar Os Guardiões das Galáxias! E que venha A Era de Ultron!!!

sábado, 29 de março de 2014

HQ's e mais hq's (parte II)

Corporações e marcas que comandam o mercado.
   Ontem, comentei alguma das hq's que li e o que achei de cada uma. Como disse no último post, não venho fazendo muitas coisas interessantes e o jeito é continuar falando das hq's que li.
No mesmo esquema do último texto, falarei das hq's Os Vingadores, Chico Bento Moço, Justiceiro Max: Rei do Crime e os quatro primeiros volumes da Coleção Oficial de Graphic Novels: MARVEL, respectivamente. Dessa vez não terão spoilers!
   Os Vingadores vem se mostrando uma leitura difícil. O time formado pelos heróis mais poderosos da Terra está super-desinteressante e com uma trama muito bagunçada. Como comentei num post (veja aqui), a Marvel Now está me tirando o ânimo de comprar quadrinhos mensais. Acho que só continuo comprando a revista, porque aguardo algo grande vindo dos Illuminati.
    Só continuo comprando Chico Bento Moço porque quero completar o maldito desenho da borda! Mas as edições seis e sete estão fazendo eu pensar melhor do título. Na última edição, o Zé Lelé fez eu rir bastante. A história é meio infantil, mais o roteirista faz algumas referências bacanas e exagera no humor sem noção, o que é muito bom.
    Se as hq's mensais vem me desmotivando, os encadernados fechados vem me empolgando muito. O selo adulto da Marvel trouxe dessa vez a origem do Rei do Crime. Não faltou violência e outras coisinhas que só uma classificação 18 anos pode propor, (rs). Vale lembrar que eu adoro o Frank Castle! Aliás, quem não adora?
   Não há como não tecer centenas de elogios a coleção de encadernados que a Salvat trouxe para "agregar valor" às nossas estantes. O primeiro encadernado foi sobre o Homem-Aranha, trazendo o terrível Morlun de brinde.Todos vocês sabem que eu adoro o Amigão da vizinhança, então não preciso tecer mais elogios. O segundo e o terceiro volume são inícios de grandes arcos para os X-men e os Vingadores, respectivamente, por isso é bom tê-las por mero capricho. Há também umas boas pancadas gratuitas, como o Colossus descendo o sarrafo em neguinho e a She-Hulk rasgando o Visão no meio. O quarto volume é sobre Thor, e ver o Thor dar uma surra no Homem de Ferro fez não só a revista, mas a vida, valer a pena! (rs).

   Essa foi mais uma pauta fria para o blog. Mas acalmem-se! Logo, logo minhas aulas vão começar e eu terei coisas legais para falar.

sexta-feira, 28 de março de 2014

HQ's e mais hq's (parte I)

Acho muito babaca quando um sujeito metido a cientista faz isso.
   Como comentei em outro posts, nessas férias, consegui aproveitar lendo bastante. Isso incluem várias hq's. Como elas não rendem um post, decidi fazer um apanhado, colocando cada obra em um parágrafo. Seguem-se então os meus comentários das hq's Magneto: Atos de Terror, Ataque dos Titãs, Superior Homem-Aranha, A Era de Ultron e Universo Marvel, respectivamente. Caso não queira ler algum spoiler, pule o parágrafo.
   Magneto: Atos de Terror foi o terceiro livro dos encadernados de vilões que a Panini Comics lançou. Ao contrário das outras duas obras (veja aqui e aqui), essa não me agradou. Enquanto as anteriores eram encadernados sobre o passado dos vilões, esse foi só um apanhado das histórias do Magneto antes de Vingadores vs. X-men. É claro que eu não devi esperar outro Magneto: Testamento, mas também não precisa fazer algo assim.
A história é confusa como só uma dos X-Men seria capaz. Além do mais, possui um roteiro fraco. É claro que ver Magneto ameaçando o Homem de Ferro com dezenas de carros é bacana, mas não gosto do fim heroico que o Magneto acabou tendo. É claro que na hq tem esse entrave, mas não é bem trabalhado.
   Ataque do Titãs se tornou meu mangá favorito. Alguns talvez digam que não li muitos mangás e que existem mangás muito melhores. Responderei dizendo que mesmo não tendo lido muitos mangás (só li Naruto, The Innocent e Monster) considero Ataque dos Titãs como melhor mangá que já li. Sem falar que ver vários monstros antropomórficos gigantes e deformes devorando pessoas é sensacional.
Alguns também dirão que o roteiro é ruim e a arte é fraca. Responderei dizendo que exijo arte de encadernados. De mangá eu quero ver é gente ser devorada viva, (rs). Acabei fazendo a assinatura desse título (o volume três demorou muito para chegar, mas finalmente chegou). Os volumes dois e três me deixaram ainda mais intrigado com a história. Sei que muito ainda está por vir!
   Superior Homem-Aranha já está no seu  quarto volume e como suspeitei, estou até gostando. Achei que a história foi bem colocada e dá um diferencial maneiro. Ver um Peter Parker arrogante e cruel (com o velho Peter o seguindo como fantasma) é algo bacana. É claro, gostei porque não vai durar para sempre, (rs).
   A Era de Ultron ainda está no começo, mas parece ser uma boa propaganda para o filme. Fora isso, tirando algumas cenas fantásticas (como o Capitão América abaixado num canto e o Superior Homem-Aranha invadindo o sistema do Ultron), não há muito que comentar até que a saga se encerre.
   Comecei comprando Universo Marvel por causa da história dos Thunderbolts (Hulk Vermelho, Líder, Deadpool, Electra, Justiceiro e Agente Venom), depois vi que formavam um desenho na aba e acabei continuando a comprar para completar o desenho. Atualmente, o que me motiva é a história dos Guardiões das Galáxias, mas na última edição (mês de março) eles não apareceram.
Gosto um pouco da história da Fundação Futuro. Acho bacana a dos Thunderbolts e do Nova. Acho muito legal a dos Guardiões das Galáxias. Detesto a do Hulk (fala sério, o Hulk de armadura?!) e da Mulher Hulk Vermelha. Talvez (se continuarem ruins como as duas últimas edições), eu pare de comprar quando a palavra "Marvel" se formar nas abas. De qualquer jeito, elogio a jogada da Panini, garantir as compras de malucos neuróticos, por mais que a revista esteja ruim para tal preço.

   Nos últimos dias estou lendo tudo que posso sobre o projeto de pesquisa em que estou. Minha vida vem se resumindo a isso, mas consigo um tempinho (pela noite) para ler essas hq's. Esses foram os comentários das últimas hq's que li, mas amanhã postarei a continuação. Espero que gostem, pois como não faço nada interessante para contar aqui, estou enchendo o blog de pauta fria.

sábado, 15 de março de 2014

Caveira Vermelha: porque você não sabe o que é ser mal de verdade

Isso foi um tanto constrangedor, (rs).
   Nesse ano, a Panini comics decidiu nos bombardear com novos encadernados. Fora a maravilhosa coleção da Salvat (veja aqui), ainda surgiram outros encadernados soltos, como um da Marvel MAX: Justiceiro. Mas deixo aqui o foco para a trilogia (parece que vão sair mais) de encadernados vilanescos da Marvel.
Já falei do primeiro deles (veja aqui), Os Julgamentos de Loki. Agora, o segundo, Caveira Vermelha: Encarnado vem com a mesma qualidade do antecessor, só que um pouquinho mais de maldade.
   Em Os Julgamentos de Loki, vemos aquela velha história de Loki se sentindo excluído e querendo se vingar, causar o ragnarok e tal. O trabalho da mitologia é fascinante (já disse, vá ler os comentários que fiz dele), mas convenhamos que Loki não é mal. Agora, o Caveira Vermelha, esse sim é mal de verdade, numa maldade tamanha que só perde para Adolf Hitler a estampa moderna do mal.
   Dos mesmo criadores de Magneto: Testamento, a hq que conta a juventude de um de nossos vilões prediletos na época da 2ª Guerra Mundial. Caveira Vermelha: Encarnado pode ser colocado como o outro lado da moeda.
   O jovem Johann Schmidt é um órfão, um moleque fraco num período em que a Alemanha deseja pessoas fortes. No começo da história, essa é a imagem que temos do garoto, mas no decorrer da história, enquanto ele vai crescendo e se tornando um rapaz, vemos que aos poucos ele vai ficando mais cruel. Até se tornar o que a Alemanha nazista pedia.
   Algum podcaster (não me lembro quem foi), disse no NerdCast sobre Stephen King, que quando um personagem mata um cachorro, é uma forma do autor dizer "Ei, esse cara é muito cruel". Bom, Schmidt, que no começo da história está protegendo um cãozinho, mata vários cachorros depois, então capto a mensagem como "Esse cara se tornou um monstro!".
   Não quero comentar muito para não dar spoilers, mas achei muito bacana como, sem fazer nenhuma referência ao universo Marvel, o jovem vai ficando cada vez mais cruel, até o monstro da última página nada ter a ver com o pequeno órfão da primeira.

   Com esse trabalho espetacular sendo lindamente encadernado pela Panini, mal posso esperar pela próxima (Magneto: Atos de Terror) que com certeza vai gerar um post com comentários aqui.
   Mas o quero deixar aqui é como me enganei com o Caveira Vermelha. Pensei que ele fosse só um vilão antigo babaca. Que nada! Caveira Vermelha é um monstro na mesma intensidade em que o Capitão América é o espírito dos heróis da Marvel. Eles são os opostos: o Capitão América é a personificação do heroísmo americano (haters irão reclamar) e o Caveira Vermelha, o mal encarnado.

domingo, 9 de março de 2014

300: A Decadência do Império

"Nossa, Xerxes. Que mãos grandes você tem!"
   Ontem fui assistir essa obra cujo trailer prometia muito e deixo aqui minha opinião de merda sobre o filme. Embora eu considere 300 a pior hq do Frank Miller, gosto bastante do filme, obviamente, fui ver esse segundo com muita empolgação.
   Ao contrário do que todos os trailers, cartazes e até o próprio título do filme prometiam, o filme não fala praticamente nada da história do Xerxes e do Leônidas. Só tem um curto flashback mostrando a história de Xerxes, por que ele era tão recalcado, e o Leônidas, que já aparece morto.
   Podemos dizer que o filme já foi decepcionante nisso. Não tivemos nosso espartano favorito (depois do Kratos) soltando nenhuma de suas pérolas como "Essa noite, jantaremos no inferno" ou "Isto é Esparta". Ou o Rodrigo Santoro de três metros, todo depilado e coberto de ouro falando "Eu sou bom" com aquela voz satânica.
   Mas acalmem-se, só achei que o filme não cumpriu o que prometeu no trailer ou no nome. O império persa não estavam tendo uma ascensão, nem o grego, estava ambos em decadência (perderam tropas e no caso da Grécia, Atenas). Mas convenhamos que se o filme tivesse o nome desse post, ele não venderia muito, (rs). O filme é na verdade os bastidores de 300. Mostrando o que os gregos fizeram enquanto Leônidas e seus guerreiros estavam nas Termópilas.
Sendo assim, o deus-rei interpretado pelo brasileiro aparece pouquíssimas vezes (beijinho no ombro!).

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Robocop, até que foi legal.

"Teria na cor preta?"

   Sábado eu assisti ao filme Robocop, de José Padilha. Ao contrário do que eu esperava, o filme me agradou bastante, mesmo não se parecendo tanto com a primeira versão. Até pela minha idade, eu não tenho aquele preciosismo todo com o primeiro Robocop, já que fui ver muito tempo depois já como um clássico antigo, ao contrário do desenho do Robocop que eu gostava bastante quando criança. Lembro que eu tinha um carrinho de polícia muito parecido com a viatura dele e gostava muito de brincar que aquele era o carro do Robocop, fazendo patrulha entre meus outros brinquedos.
   Enfim, quando vi o trailer, fiquei com uma péssima impressão do filme. O novo Robocop parecia afrescalhado, sem o jeitão de policial ou sem os traços de robô. Não era "robo" nem "cop". Aquela mão me deu uma raiva tremenda, sem falar no traje preto. Não vou nem falar da moto que, como vocês já viram, destruiu minhas lembranças infantis.
   Tentei ver o filme com a cabeça aberta, não queria declarar nada. O começo, com o programa do Samuel Jackson, já fez meu interesse aumentar. Quanto vi que reaproveitaram a trilha sonora clássica, estava pronto para ver o filme.
   Para minha alegria, tudo que eu tinha visto no trailer não condizia com a verdade. O novo Robocop é sim pesadão como o primeiro. A moto em que ele anda é uma moto toda adaptada para aguentar o peso dele. E a mão dele não é de verdade, mas um implante para que acha tato. Conseguiram consertar até a falha científica do primeiro filme.
Quanto a roupa preta, conseguiram justificar a escolha.
   Sim, esse Robocop tem consciência de quem é, ao contrário do primeiro, mas há a mesma luta de homem tentando superar a máquina, já que ele é "zumbificado" e depois corrige isso por vontade própria. Também há a questão da diretriz, já que ele não pode machucar quem usa a pulseirinha vermelha.
   Olhando nesse sentido, não muita diferença de um Robocop para outro. Sendo assim, não faz muito sentido regravar outro filme, se é para fazer igual. Não, o Robocop de Padilha tem uma pegada muito atual que não se encontra no filme antigo.
Enquanto o  antigo surpreendia o público pela violência, o atual (que tem censura de apenas treze anos) tem toda uma pegada ética e moral. Esse filme possui várias críticas ao homem moderno e choca o público por mostrar até onde estamos indo. Sua relação com a família também foi bem explorada, o que eu acho uma necessidade atual.
Como disse meu amigo Tobias, é interessante assistir esse filme nos cinemas para ver a reação do público. Na cena em que o doutor vai retirando as partes robóticas e mostra para Murphy apenas a cabeça e os pulmões, os sons de asco tomam conta da plateia.
   Sendo assim, o novo Robocop me convenceu. É o Robocop que essa geração merece, uma geração que não se choca mais com a violência tão comum dos noticiários, mas que precisa se chocar com o que estamos nos tornando. A falta de ética da empresa OCP é uma perfeita caricatura do Brasil e do mundo.
É tanto o Robocop que essa geração merece que é um Robocop super-herói, uma mistura de Batman com Homem de Ferro. Tivemos até o Gary Oldman dando uns berros. Mas aos saudosistas que preferem o antigo, digo apenas que esse é o mundo e o Robocop que vocês deixaram para seus filhos.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

#FikDik

Figura formada na lombada quando a coleção está completa.
   Estou muito contente com um investimento recente que fiz, contratei um marceneiro para fazer duas prateleiras e colocá-las na parede do meu quarto, logo acima da cama. Essas duas belezinhas foram preenchidas com meus livros (que estava encaixotados por não haver mais espaço na estante), meus quadrinhos (que também estavam encaixotados) e minha coleção do Mortal Kombat (VHS’s, DVD’s, jogos, HQ’s, livros e séries). Ficou a coisa mais linda do mundo, passo horas olhando e suspirando, (rs).
   Entretanto, os deuses dos quadrinhos decidiram me presentear com um tesouro para inseri-lo nessas prateleiras. Começou nas pequenas cidades do Brasil (já havia começado em São Paulo e nas grandes capitais) a “Coleção Oficial de Graphic Novels: MARVEL”, pela editora SALVAT (veja aqui).
   O primeiro fascículo custa R$9,90 (vem com um pôster), o segundo R$19,90 e do terceiro em diante, custará R$ 29,90. Serão lançados quinzenalmente. São 60 volumes ao todo, contendo as melhores histórias em quadrinhos da Casa das Ideias. Todos em capa dura e quando reunidas numa prateleira, a lombada forma um desenho com os principais heróis do universo Marvel, enfim, um tesouro precioso que será para a vida toda.
   Algumas dessas HQ’s eu já tenho ou já li, mas vou comprar a coleção toda mesmo assim. Um material como esse ficará para vida toda e até para posteridade. Para quem gosta de quadrinhos e principalmente para quem gosta da Marvel Comics, é obrigatório que se adquira essa coleção. Já comprei os três primeiros volumes que ainda estão nas bancas (se você estiver lendo esse post próximo da data de publicação, obviamente).
   Gostaria de comentar cada um dos volumes, mas o tempo não permite. Por isso, na medida em que eu for comprando algumas que se sobressaem (the best of the best), vou fazer algumas resenhas aqui no blog.
   Na verdade, acho que a SALVAT deveria me pagar ou até me conceder toda a coleção gratuitamente pela propaganda que estou fazendo. Fora aqui no blog, convenci pessoalmente umas cinco pessoas a comprarem. Mas recomendo por saber que se trata de um material excelente.
   No mais, é isso! Espero completar essa coleção (vai demorar uns dois ano e meio). Agora imaginem como vou ficar ainda mais hipnotizado pela minha estante, quando completar essa coleção.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Chega de morcegos!

Achei essa capa sensacional!
   Nos últimos dias, não aguento mais ouvir falar em Batman. Para um artigo que fazendo, li trocentas hq’s do Homem-Morcego e já não aguentava ver esse herói na minha frente.
  Não compro suas revistas mensais, são muitos títulos e eu já gasto muito dinheiro com o Homem-Aranha, meu super herói favorito. Quando fui fazer minha visitinha semanal à loja de quadrinhos, deparei-me com uma republicação de uma história antiga do Batman, em volume único.
   Ao contrário dos saudosistas fãs do Batman, eu detesto suas histórias mais antigas. Acho um Batman muito babaca e pouco sombrio. Só para constar, minhas histórias prediletas do Batman são A Piada Mortal e Cálice. A capa não indicava que se tratava de uma publicação antiga, então comprei.
   Ao ler essa hq, gostei bastante, ela tenta estabelecer um paralelo xamãnico com Batman. Lembrou-me bastante as hq’s De Volta ao Lar, Feroz e Tormento do Homem-Aranha que também faz esse paralelo. Ao que se parece, esse tipo de ligação da certo com todo herói totêmico, isso é, com todo herói que usa um animal como símbolo.
Enfim, se alguém quiser comprar uma boa hq não mensal do Batman, recomendo que corra para as bancas atrás dessa hq. Se fosse coleciona preciosidades do Batman, o conselho é o mesmo.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Os Julgamentos de Loki

Isso aqui sim é que foi legal!

   Pouco tempo atrás, comprei uma hq que parecia ser algo simples, mas entrou para o hall das melhores hq’s que já li. Estou falando da graphic novel Os Julgamentos de Loki, de Roberto Aguirre-Sacasa, Sebastían Fumara e Al Barrionuevo.
   Para uma graphic novel lançada logo depois de Os Vingadores: Guerra sem Fim, a pior hq que já li na vida (e olha que já li muita porcaria), essa graphic novel é muito bacana.
   A graphic novel narra a história de Loki, a hq mistura o deus da trapaça da mitologia nórdica com o meio-irmão de Thor dos quadrinhos, em alguns momentos, fico perdido em distinguir. É apenas um Loki.
   A arte é fantástica! O acabamento é lindo! O roteiro é perfeito! As personagens são incríveis! Os diálogos e a narrativa sensacionais!
   É isso que eu tenho por hoje, um apanhado de elogios à essa hq, que recomendo a todos os fãs de quadrinhos e de mitologia.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Antes de Watchmen

O Homem-Aranha e Deadpool te compreendem.
    Demorou, mas finalmente completei minha coleção Antes de Watchmen. Para aqueles que não sabem do que estou falando, a DC comics lançou uma coleção de oito volumes que narra os feitos dos personagens da HQ Watchmen antes dos acontecimentos da mesma.
   Quando saiu a notícia dessa publicação, vários mi-mi-mis foram criados. Tinha gente reclamando que ia ser ruim por não ter sido escrito pelo Alan Moore (autor de Watchmen), como se nada de bom pudesse ser produzido por alguém que não é o Alan Moore. Como exemplo, Maurício de Souza entregou seus personagens para outros recriarem e a Graphic MSP é um sucesso estrondoso. Também ouvi gente reclamando que era desnecessário e que era só para ganhar dinheiro, mas é óbvio que sim! Tem quadrinhos em Cuba? Não! Sabe por que? Porque quadrinhos é invenção do capitalismo para ganhar dinheiro.
   Antes de Watchmen foi uma ótima ideia da DC. Os escritores selecionados não inventaram demais, tudo segue a trama de Watchmen. Todos as pontas soltas foram amarradas sem deixar nenhuma. 
A coleção é incrível e ponto final. Qualquer queixa acerca disso é mi-mi-mi.

   Agora vou fazer os comentários de cada volume individual, peças que por mais que tenham defeitos, formam um quebra-cabeça sensacional que é o berço de Watchmen.

#01. Coruja - Personagem inspirado claramente no Batman, sua história é boa por mostrar mais do universo da dupla Coruja/Rorschach. Também como se aproveitar do "presente" da Dama do Crepúsculo que a Espectral encontra no seu esconderijo em Watchemn para cria a trama. Foi só a minha que veio com a lombada torta?
#02. Espectral - Quem diria que uma personagem tão bobinha teria uma história tão bacana? Não é a melhor da série, mas foi boa para a personagem. Atenção: sacanagem rolando a torto e a direito.
#03. Rorschach - Ao contrário da revista do Coruja, o personagem faz ronda sozinho. Muita violência e detalhes sobre o passado do herói. Nada inédito, mas possui um final épico.
#04. Dr. Manhattan - A mais complexa das revistas. Para quem não está acostumado com a linguagem científica dos quadrinhos e nem tem noção de teorias físicas, é bastante difícil de ler, não foi meu caso. Amarrou a maior ponta solta de Watchmen: Se o Dr. Manhattan é onisciente, como não sabia dos planos de Ozymandias? Suas crises amorosas também são bem trabalhadas.
#05. Comediante - O sociopata que é assassinado na primeira cena de Watchmen tem uma história cheia de guerra e morte, como é esperado. Contradiz um pouco o filme, mas quem liga para o filme? A história mostra que Edwuard Blake tem um coração.
#06. Ozymandias - Na minha opinião, a melhor das HQ's, embora eu seja suspeito pois o gênio do mal é meu vigilante favorito desse universo. Trabalha muita coisa de uma vez, tudo com a esperteza e elegância do herói. Não perdoo o Matthew Goode pela atuação como Adrian Veidt.
#07. Dollar Bill & Moloch - Contando a história do principal vilão dos Minutemen, a história revela os planos secretos de Ozymandias. Também conta a história do super herói do National Bank que deixou um dos maiores conselhos aos super heróis: NADA DE CAPAS!
Sim, Os Incríveis é uma homenagem a Watchmen e possui diversas referências a HQ.
#08. Minutemen - Quem gosta de Watchmen, com certeza gostaria de saber mais sobre os Minutemen, heróis do passado que foram substituídos pelos atuais vigilantes. A revista capricha na história e revela algumas coisas que ninguém sabia. Também não bate com o filme. Tem um pouco de propaganda gay, mas não quero tocar nesse assunto polêmico.
#01 ao #08. A Condenação do Comissário Carmesim - Uma história no estilo Piratas do Caribe com capítulos divididos entre as oito revistas. Não sei se atenção era "obrigar" o leitor a comprar os outros números ou preencher espaço, mas valeu o bônus.

   Embora eu não tenha a graphic novel Watchmen (li na versão digital), acredito que a coleção Antes de Watchmen veio para agregar valor a coleção. Agora, que a série está encerrada, digo aos que perderam: Chorem! E torçam para que a Panini (ou a DC) façam um encadernado com a história completa dessa maravilha que NÃO foi escrita por Alan Moore.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Mangás

ATENÇÃO: o post a seguir será mais polêmico do
que um crossover do Darth Vader contra o Magneto
   Quem me conhece bem, sabe que tenho um, não diria preconceito, mas desconcerto com as histórias em quadrinhos de estilo oriental, o famoso mangá, e os desenhos animados de mesmo estilo, os também famosos animes.
   Como é possível que um cara que cresceu assistindo Digimon, que tenha miniaturas desse anime até hoje; uma cara que idolatre Yu-Gi-Oh e que tenha um bandana do Naruto (aldeia da areia, que acho mais massa) em sua estante; como é possível que esse mesmo sujeito torça o nariz ao ouvir falar em mangá e/ou anime?
   Já diria Freud que tudo não passa de trauma, quando pequeno, tive o desprazer de ver os dois animes mais merdas que já existiram, Dragon Ball GT, que já começou com a ideia de merda de fazer o Goku voltar a ser criança e além disso, sugeria um caso entre o Goku e sua neta, Pan (sem falar naquele final horroroso da suposta morte do Goku), e InuYasha, onde todos os personagens eram babacas e nada fazia sentido, por causa disso, perdi o gosto por anime. Acreditem se quiser, eu nunca assisti Cavaleiros do Zodíaco, pois na minha casa não pegava o canal.
   AH! Tinha também outro anime que não lembro o nome, mas era muito sugestivo. Tinha uma história de amor para lá de estranha e, na abertura, uma música cantava "se no seu bichinho eu montar". Quando li o que se passava nas entrelinhas, perdi toda minha fé nos animes (e consequentemente, os mangás) e percebi que nada de bom podia vir do oriente.
   Outro problema meu é com a infinita jornada do herói. O anime começa com o protagonista paspalho, daí aparece um vilão forte e ele supera o oponente, mas aparece outro vilão pior e assim vai infinitamente, até que o cara é indestrutível e a terra já foi destruída uma dezena de vezes. Isso tudo me cansa, por isso não passo da primeira temporada de qualquer anime shounen que existe.
   Daí que eu tenha todo esse desconforto, mas decidi me abrir para ser surpreendido, comecei a ler Ataque dos Titãs e fui. Esse mangá é a Prada dos mangás! Gigantes disformes que devoram pessoas que vivem numa ditadura: só um gênio poderia pensar nisso.
Mas seguindo os conselhos do Mestre Alessandro, comecei a ler Monster que também é bem bacana (mas é óbvio que não é melhor que Ataque dos Titãs). Peguei emprestado com uma amiga os volumes de um a dez e os lerei. Já Ataque dos Titãs, mereceu que eu fizesse a assinatura da Panini.
   Antes de ler esses mangás, assisti ao anime Death Note, e digo uma coisas para vocês, nunca farão uma abertura mais incrível que a segunda (What's up people). Já a história, tem algumas coisinhas chatas, mas é maneiro mesmo assim. Ataque dos Titãs não tem nada chato, e é por isso que ele é a Prada dos mangás, (rs).
   Outra coisa muito divertida do mangá é ler ao contrário do que estamos acostumado. Acho muito engraçado e creio que esse seja um diferencial do porque dos jovens lerem tanto mangá.
Mais um parênteses aqui: o comercial da Subaru Forester é genial! (se não viu ainda, veja aqui).
   Para encerrar, compartilho mais uma revolta para com os mangás/animes. Por que todos (a maioria) eles tem que ter um nome ridículo e em inglês? Dragon Ball: Bola do Dragão; Death Note: Caderno Assassino; One Piece: Um Pedaço; Fairy Tail: Calda da Fada; 20th Century Boys: Garotos do Século 20; Digimon: Monstros Digitais; Monster: Monstro; e etc. Feche os olhos e imagine você dizendo que está lendo/assistindo a qualquer um desses títulos em português, e você verá como é ridículo.
O engraçado é que Ataque dos Titãs tem o nome em português e não é estranho (até nos lembra do clássico Fúria de Titãs, o antigo e não essa porcaria atual), mas sabem por que isso é possível? Porque Ataque dos Titãs é a Prada dos mangás!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Vitor Cafaggi, orgulho dos quadrinhos nacionais

Tirinha sobre a infância de Peter Parker, o Homem-Aranha.
   Finalmente consegui comprar e ler a tão aguardada trilogia de revistas Valente de Vitor Cafaggi. Conheci o autor por meio da incrível releitura da Turma da Mônica lançada pelo selo de graphic novels, Graphic MSP, intitulada Turma da Mônica: Laços, que já tem continuação marcada e aguardada ansiosamente.
Mas quando eu realmente me tornei seu fã, foi quando li seu conjunto de tirinhas chamado Puny Parker (veja aqui), onde o autor cria a infância de Peter Parker (alter ego do Homem-Aranha), fazendo uma série de referências a vida adulta do herói Homem-Aranha. É realmente um trabalho maravilhoso que eu queria muito ver encadernado. Fica a dica para a Marvel! (rs).
   Para quem gosta do Amigão da Vizinhança, recomendo muito a leitura de Puny Parker, mas se você gosta mesmo do Homem-Aranha como eu, não precisa de recomendação e com certeza já deve ter começado a ler.
   Voltando à Valente, digo que gostei muito, as histórias do triângulo amoroso Dama-Valente-Princesa. São muito profundas e tocam de um jeito ou de outro o leitor, que se identifica em algum momento. Embora sejam tirinhas distintas (postadas no jornal e no seu blog), elas dão continuidade e formam uma história profunda e divertida. Recomendo a compra dos três encadernados que estão nas bancas, mas você também poderá lê-las no blog Puny Parker.
   O autor tem várias outras obras que desejo conhecer, mas essas são as três mais importantes (Puny Parker, Turma da Mônica: Laços e Valente). Sou suspeito para dizer, mas considero Puny Parker como a melhor das três, depois vem Laços e por último Valente que é muito bom mesmo assim.
Deixo aqui minha homenagem (e jabá) ao quadrinista Vitor Cafaggi que com certeza marcou a história dos quadrinhos nacionais. O seu talento é fabuloso e como ele mesmo diz em sua bio "Nasceu para fazer quadrinhos".

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Expectativas para 2014

Primeira imagem divulgada do filme Guardiões da Galáxia
  O ano de 2014 começou e já estou com muita expectativa para ele. Um ano que parece prometer muito, e espero que faça como promete. Já no mês de janeiro nós teremos o lançamento do primeiro álbum do Psy. Depois dos sucessos da internet de Gangnam Style e Gentleman, espero ansiosamente mais uma hilariante música do coreano, de quem já sou fã, (rs). Também espero uma maior participação da belíssima Hyuna!
   No cinema teremos O Espetacular Homem-Aranha 2, Capitão América: o Soldado Invernal, Guardiões da Galáxia e X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, prato cheio para um marvete como eu. Deus sabe como estou empolgado para ver esses filmes. Também teremos Robocop, A Menina que Roubava Livros, Malévola, Godzilla, Como Treinar o seu Dragão 2, 300: A Ascensão do Império, Planeta dos Macacos: O Confronto, Jogos Vorazes: A Esperança - parte I, Os Mercenários 3, Tartarugas Mutantes Ninjas, Walt nos Bastidores de Mary Poppins e O Hobbit: lá e de volta outra vez. Alguns me empolgam mais que os outros. Espero que o Sr. Peter Jackson não me decepcione no encerramento da trilogia O Hobbit.
   É o ano da canonização dos beatos João Paulo II e João XXIII. A Igreja exulta de alegria com esses santos homens de Deus na glória eterna. Espero que esse ano seja um ano de muitas alegrias para a Igreja Católica e que menos perseguições sejam feitas, ou ao menos que tenhamos mais forças para suportá-las. De modo especial, quero crescer espiritualmente e deixar minha vida espiritual melhor do que em 2013. Com muita oração chegamos lá.
   Quanto a leitura, mal posso esperar para ver no que vai dar o rolo do Superior Homem-Aranha, não fiz nenhum julgamento e estou bem neutro quanto ao que se está fazendo. 2014 é o ano da Nova Marvel, tudo está recomeçando na Casa das Ideias por meio da Panini Comics aqui no Brasil. Falando em Panini Comics no Brasil, esse ano teremos os próximos volumes da série Ataque dos Titãs de que estou gostando bastante. Também quero ler a saga Jogos Vorazes para então assistir aos filmes. Ainda não vi nada, nem sei de nada. Quero ler bem mais do que em 2013, a meta "Um Dois Livros por Mês" continua!
   Nas séries, quero acompanhar algumas mais, mas Doctor Who ainda será a que tem minha maior atenção. Mal posso esperar para ver Peter Capaldi em suas aventuras como a décima segunda regeneração do Doutor. Matt Smith sempre será meu favorito, mas espero que Peter Capaldi seja muito bom. Também quero retomar minha leitura de Game of Thrones para voltar a assistir a série.
   Embora ainda vou encerrar o ano letivo de 2013 na faculdade, já estou muito empolgado com a ideia de cursar o terceiro ano de Letras, mal posso esperar para iniciar o estágio! Refaço minha promessa de me dedicar mais aos estudos.
   No que diz respeito a vida social (sim, eu tenho uma. Pequena, mas tenho) espero passar mais tempo com meus amigos. Não desejo perder nenhuma amizade e pretendo fazer novos amigos. Tenho planos de me dedicar bastante a esse blog, afinal vocês são meus amigos também.
   2014 também é ano de Copa, mas eu não dou a mínima para futebol. O lado bom é que, talvez alguns amigos de Petrópolis - RJ venham me visitar nessa época. É ano de eleição e espero (talvez em vão) que a "Mônica de Brasília" não seja reeleita. Ainda não tenho a mínima ideia de em quem votar.

   Essas são minhas expectativas para 2014. Como disse num post anterior, espero ser surpreendido. Também espero cumprir todas minhas promessas e propósitos, com muita força de vontade consigo. Conto com a leitura de vocês durante esse ano!

sábado, 28 de dezembro de 2013

Ao Mestre com carinho

Stanley Martin Lieber - Excelsior!
   Hoje, Stan Lee completa noventa e um anos de idade. Se você, não sabe quem ele é, eu te digo que esse senhor foi o criador do Homem-Aranha, Quarteto fantástico, X-Men, Hulk, Demolidor, Thor, Homem de Ferro, Dr. Estranho e os Vingadores. Se você ainda não souber quem é, dou mais uma dica: ele é o carinha que aparece em cenas rápidas em todos os filmes da Marvel.
   A verdade é que eu queria demonstrar a minha gratidão a esse senhor. Ele criou o Homem-Aranha (baseado nele), meu maior herói da infância (e de sempre), podemos concluir então que Stan Lee é o meu herói, ou ao menos a personalidade/escritor vivo de que mais gosto. Até compartinho um sonho meu com vocês: tenho algumas figurinhas do Homem-Aranha e gostaria de que o Stan Lee as autografasse. Fica aí meu sonho para aqueles que quiserem me ajudar a realizá-lo ou zombar dizendo "Nunca vai conseguir!".
   Estive reparando algo nessas grandes celebridades que são adorados por uma legião de fãs e mesmo velhos não largam o barco. Eles trabalham com amor naquilo que fazem e procuram fazer o melhor, a fama é consequência de anos de carinho. Por isso que Orlando Drummond, Ian McKellen, Johnny Depp, Fernanda Montenegro, o próprio Stan Lee e outro autores (nacionais ou não) incríveis espalhados por aí são assim (citei esses por que são os que eu mais admiro). Reparei vendo alguns documentários e entrevistas deles que eles são apaixonados pelo trabalho e o fazem por diversão e/ou por paixão. Está aí a receita para o sucesso!
   Enfim, deixo esse post como homenagem ao "Excelsior Stan Lee" (como ele mesmo costuma assinar), dando meus parabéns e pedindo que Deus o abençoe por tudo e que te dê muita saúde e felicidade. Você mudou a vida de milhões de jovenzinhos (eu sou um deles) só de fazer aquilo que ama.
   Mudando de assunto, tudo ficou bagunçado com essas festas de fim de ano, mas estou tentando manter a disciplina. Ontem aproveitei para visitar um grande amigo, mas por coincidência (acho que pelo terceiro ano consecutivo) o visito no dia do aniversário de sua irmã e acabo ficando para uma espécie de festinha familiar. Devem achar que faço de propósito, mas juro que não me passa pela cabeça. Devo prestar mais atenção em datas! Sem a ajuda da agenda.
   Ainda estou meio gripado, com uma tosse seca de vez em quando. Acho que não é nada e passará logo. Estou tentando terminar minhas leituras para começar novas. Fui arrumar meus livros e reparei que somente os ingleses ocupam uma prateleira inteira, enquanto os brasileiros nem metade. Vou começar outros tipos de leitura que não seja britânica, indicaram-me a russa. Veremos!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O Hobbit: a enrolação de Smaug

Um bom exemplo do porquê eu não posso ser pai de gêmeos, rs.
   Hoje de manhã, acordei com um pensamento diferente. E se eu tivesse um irmão gêmeo univitelino? Acho que seria muito legal ter alguém idêntico a mim. Isso me obrigaria a sair de mim, amar um eu que não sou eu. Também seria legal para aprontar algumas pegadinhas, (rs). 
Depois da aula fiquei jogando Uno com algumas amigas minhas, ganhei três das quatro rodadas. Mas o melhor de tudo foi rir bastante essas colegas. Pretendo levar jogos com mais frequência.
Li o número 41 da Marvel Ultimate e perdi minha paciência. O Miles Morales até que estava interessante, mas chega de tanta enrolação. Parece até um anime de tão enrolado que é. Não compro mais esse selo!
   Também fui assistir o filme O Hobbit: a desolação de Smaug. Acredito que pela fonte do título do blog, vocês já sabem que sou fã de O Senhor dos Anéis, por isso fiquei muito decepcionado com esse filme, sendo que o título anterior, O Hobbit: uma jornada inesperada, agradou-me bastante.
Achei o filme muito longo e monótono. Mesmo com toda a correria sem sentido, se pararmos para pensar, percebemos que não aconteceu nada de importante o filme todo. Confesso que teve um momento em que acabei cochilando de tanto tédio.
   O Peter Jackson vez umas mudanças bacanas na história. Mostrar o que o Gandalf fez (e que o Radagast devia fazer, mas apareceu e sumiu do nada) foi uma boa sacada. Mas o que ele fez com o Beorn foi imperdoável! O visual dele está péssimo e a cena do Gandalf chamando o enrolando com dois anões de cada vez (que era minha parte favorita no livro) fez muita falta. O pior de tudo foi esse romance de anão com elfo que me chateou bastante. A Tauriel, que não existe no livro, foi uma personagem muito bem construída, mas esse romance dela não desceu na minha goela.
   Como se não bastasse a monotonia, o filme não teve um fim. Acabou do nada! É claro que tudo ficará para o próximo, e último, filme da série. Peter Jackson tem família para sustentar, (rs). Pelo menos pude ver meu querido Ian McKellen arrasando como Gandalf, o cinzento. Cheguei a conclusão de que esse filme tem tanta enrolação que o Miles Morales tinha que estar nele. O jeito é esperar o terceiro filme e cair na armadilha tolkiniana deles. Vamos lá, paciência!