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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Um tempo de descanso

Jardim da casa onde fiquei, local onde eu rezava em silêncio absoluto.
   Nesse fim de semana, aventurei-me à Brasília a fim de fazer um retiro espiritual destinado a jovens universitários. Embora eu tenha tido uma ótima viagem até a capital, fiquei perdido por lá, ao que parece, eu devia ter ido para a casa onde nos encontraríamos que fica na asa norte, mas me confundi e fui para o outro lado, mas com um ônibus eu logo estava no local certo. O importante é que aprendi uma valiosa lição: nunca peça informação para um brasiliense!
   Mas chegando ao ponto de encontro, reuni com os colegas que fariam aquele retiro comigo, então partirmos para a casa onde ficaríamos, uma chácara isolada.
   Acho muito bom fazer um retiro de silêncio absoluto uma vez por ano. É um tempo muito bom para refletir sobre como anda minha vida e o que posso fazer para melhorar.
Algumas pessoas dizem que não aguentam ficar em silêncio, mas eu gosto bastante, posso dizer até que tenho essa necessidade, na correria do dia-a-dia, preciso de paz para organizar minha vida. Esse retiro trouxe isso muito bem, descansei mentalmente e pude pensar bem na minha vida. Resolvi muitas questões pendentes que me afligiam e planejei o resto do meu ano.
   O pregador, Pe. Gustavo, era muito bom e a comida do lugar era de se comer rezando (literalmente). O ambiente era perfeito e posso dizer que foi revigorante.
   Uma coisa curiosa que aconteceu foi em que determinado momento, um barulho irritante começou a me incomodar. Fiquei procurando o que poderia ser até que vi que eram os tique-taques do meu relógio... estava tudo tão quieto que eu podia ouvir o barulho do relógio e me incomodar com ele.

   Bom, passado o retiro, tive uma ótima viagem de volta para minha cidade natal, Anápolis, e declaro que estou pronto para voltar ao batente, pois como disse um amigo que fazia retiro lá também, "o retiro verdadeiro começa agora".

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Cartas do Papai Noel

Papai Einstein ou Albert Noel?
   Acabei de ler o livro Cartas do Papai Noel de J. R. R. Tolkien que encontrei "garimpando" na Livraria Cultura (Brasília - DF). O livro tem a seguinte história: Todo ano, os filhos do mestre Tolkien escreviam para o Bom Velhinho pedindo seus presentes, Tolkien então os respondia fingindo ser o Noel e contando alguns fatos que acontecerem no Polo Norte, desde as trapalhadas do urso Polar do Norte, seu ajudante, até batalhas épicas entre os elfos e os trasgos.
   Sendo o livro de quem é, não precisa de elogios ou comentários, mas confesso que fiquei encantado com a leitura, o livro faz um apanhado das cartas com desenhos feitos pelo próprio Tolkien. O mais bacana ainda é que ano a ano, vamos acompanhando o crescimento dos filhos, desde quando John começou a escrever, passando pelo nascimento de Christopher e encerrando com a última carta à caçula Priscilla Tolkien.
   Não basta eu gostar tanto do Tolkien, agora me deparo com esse livro onde o protagonista é minha figura lendária predileta. Achei o livro uma pérola para minha coleção! Já pensou, você escreve para o papai Noel e ele te responde como se você fosse um amigo próximo? Esses meninos não fazem ideia de como estavam bem servidos.
   Enfim, gostei muito do livro e recomendo a todos os admiradores de Tolkien. Acho também o exemplo mais que válido. Os pais poderiam criar esse troca de correspondências entre os filhos e Noel. É bom para o desenvolvimento da escrita deles... Christopher Tolkien é a prova viva disso!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Anapolinos em Brasília

Banca de jornais que encontramos na Candangolândia
   Nessa terça-feira (10/12), viajei à Brasília com alguns amigos historiadores e católicos para assistirmos à palestra do Prof. Roberto de Mattei sobre os bastidores do Concílio Vaticano II. Fomos bem adiantados, pois sabíamos que íamos os perder. Dito e feito. Em Brasília, se você errar ao menos uma entrada, terá de andar o triplo do que iria andar.
   Mas, ainda sim conseguimos chegar cedo o bastante para passearmos pelo shopping Iguatemi, um shopping muito bonito, mas onde tudo é muito caro. A Livraria Cultura, onde foi a palestra, é uma espécie de céu na terra. Dois andares com tudo, absolutamente tudo, que você estiver procurando.
"Garimpando", encontrei dois livros do Tolkien: Árvore e Folha e Cartas do Papai Noel. Fiquei muito feliz e acabei comprando (do primeiro foi um para mim e outro para meu amigo secreto). Além de algumas HQ's que encontrei por lá.
   Depois de fazer um rombo na minha conta bancária (rs), fomos finalmente ver a palestra que foi muito interessante. O Prof. Mattei possui uma ótima pronúncia de português e ideias bastantes diferentes do normal que eu estava acostumado a ver. É claro que muitos o criticam pelo seu ponto de vista, extremamente conservador, mas acredito que é muito importante conhecer todos os lados da moeda.
   Comprei o seu livro Apologia da Tradição que é um post-scriptum do livro Concílio Vaticano II: uma história nunca escrita que vou pegar emprestado com um dos meus amigos que comprou. Quem mandou fazer uma palestra numa livraria cheia de livros maravilhosos? (rs). Após a palestra, houve um momento para fotos e autógrafos, enquanto isso foi servido um buffet. Os funcionários da Livraria Cultura estão de parabéns pelo atendimento e todo o pessoal do Instituto Plínio Correia está mais de parabéns ainda pela organização, carinho e atenção. 
   Depois de vinte minutos na fila (tinha gente pra burro), eu finalmente puder pegar meu autógrafo e tirar um foto com o prof. Roberto de Mattei. Logo depois fomos embora, já eram dez horas da noite,  e ao pararmos num posto de gasolina na Candangolândia para abastecer, uma fumaça estranha começou a sair do carro. Não sei o que aconteceu, pois não entendo nada de mecânica, mas tivemos que passar a noite ali mesmo até que uma oficina mecânica estivesse aberta.
   Nunca pensei que a vida noturna fosse algo tão conturbado. Comi um hambúrguer no McDonald's e sentei para esperar. fazia muito frio, mas eu tinha um gorrinho de Papai Noel para esquentar minhas orelhas. Um sujeito estranho chegou e depois de tentar nos ajudar, foi se encontrar com um outro sujeito (vestido de policial) e trocaram um pacote misterioso de um porta-malas para outro. Ambos partiram e um terceiro carro chegou, era um casal de adolescentes que estavam muito bêbados. O rapaz (que dirigia muito bem, por sinal) estava louco para ter relações sexuais com a menina que amassava e acariciava loucamente. Quando viram que não estavam sozinhos, foram embora. Continuamos ali e já às três da manhã, um trio de trombadinhas armados com facas assaltaram o frentista do posto, bem ali na nossa frente, eu estava cochilando e acordei assustadíssimo com o alvoroço dos meninos que tinham visto tudo. A polícia chegou depois, mas não resolveu muita coisa.
   Passadas as loucuras, o dia amanheceu e eu perambulava pelo posto. Estava completamente sem sono. Voltar para aquele carro, tendo as pernas do tamanho das minhas, era um tormento. Os funcionários do McDonald's que me atenderam de noite ainda estavam lá, limpando o restaurante.
De manhã procuramos uma oficina mecânica e um copo de café. Um número espantoso de banquinhas de café são montadas pela avenida a fim de atender os candangolenses que saem para trabalhar. Já eram duas da tarde quando o carro ficou pronto. O mecânico (que Deus o abençoe) foi super gentil e camarada ao cobrar a tacha de serviço.
   Quando chegamos em Anápolis, uma chuva gelada nos recepcionava. Deitei e dormi até hoje, às seis da manhã. Com sono reposto, agradeço o passeio (que apesar do pesares foi ótimo) e a companhia dos meus amigos Tobias, Daniel, André e Rogério. Foi tudo muito compensador, e todos os livros que comprei me relembram isso, mas não pretendo voltar à Brasília tão cedo, (rs).