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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013

O ano de 2013 em apenas uma imagem
   2013 foi um ano muito bom, o fato de ter meu número da sorte nos seus dois últimos dígitos faz com que pareça ter algo sobrenatural em questão, mas duvido muito disso. Quando fui preparar minha agenda para 2014, dei uma folheada na minha desse ano e acabei revivendo todo o ano a partir do que estava escrito. Decidi por isso, fazer uma retrospectiva do ano. Assim, vocês poderão saber como foi o ano antes de eu fazer o blog. Para fins de ordem, cada parágrafo será referente a um mês do ano:

   O primeiro mês do ano foi muito tranquilo, ainda estava de férias e por isso fiquei em casa a maior parte do tempo. Foi o mês em que recebi minha dispensa do serviço militar e sai comemorando pelas ruas. Uma forte chuva me pegou naquele dia e cheguei em casa muito ensopado.
   O mês mais curto foi tão curto quanto promete. Minhas aulas reiniciaram. Tive a tristeza de saber que o Papa Bento XVI, de quem tanto gosto, iria renunciar. Rezei com muita preocupação pelo conclave. Participei de um site onde você recebia o nome de um cardeal específico para rezar por ele, assim  montaríamos juntos um ramalhete espiritual pelo conclave. "Adotei" o cardeal Jean-Louis Tauran, o mesmo que fez o anúncio da eleição do Papa Francisco.
   Em março, fiz muitas tarefas escolares. Ainda participava do projeto Pibid e fizemos, minhas colegas e eu, um trabalho com a obra Dom Casmurro, de Machado de Assis, com os alunos do ensino médio. Participei da Semana Santa em minha comunidade. Na Páscoa, presenteei-me com um ovo de Páscoa d'O Espetacular Páscoa do Homem-Aranha que veio com uma bela caneca do cabeça de teia.
   Comecei abril fazendo um retiro espiritual numa bela casa de retiros em Brasília. Também assisti a estreia de Homem de Ferro 3 e sofri uma decepção que devia me deixar desanimado o resto do ano. A UEG entrou de greve e eu aproveitei para ler A Demanda do Santo Graal.
   Em maio, por causa da greve, não fiz muita coisa. Estava no projeto Pibid, e então dei uma aula sobre história em quadrinhos para os alunos do ensino médio. também teve o Dia da Toalha e organizamos uma turma boa de malucos para nos encontrarmos na praça de alimentação do shopping com nossas toalhas. Fiz uma aposta de que se o meu amigo Tobias criasse um perfil na Skynerd, eu leria A Batalha do Apocalipse. No mesmo dia da toalha, ele fez. Também participei da bela Missa de Corpus Christi com toda diocese de Anápolis.
   Em junho, participei do I Encontro Pibid-UEG. Lá dei relatório, juntos de meus colegas, de como foi o projeto. Nosso projeto foi muito elogiado. Li A Batalha do Apocalipse e gostei bastante. Comecei também a estudar mitologia egípcia para começar a escrever Senet: o jogo dos deuses, confiram essa saga no meu outro blog.
   Em julho, houve a Missa de vestição dos coroinhas que eu havia preparado durante o ano, foi uma bela celebração que emocionou a comunidade. Revi meu amigo Marcílio depois de dois anos. Fui à Jornada Mundial da Juventude (JMJ), um acontecimento que poupa descrições, o melhor fato do ano, com certeza. No último dia da Jornada, descobri que acabou a greve da UEG.
   Em agosto, as aulas retornam com tudo muito bagunçado e atrasado. Uma menina pelo Skoob me fez a proposta de trocar meu livro do Crepúsculo, lido somente uma vez, pelo Compêndio da Doutrina Social da Igreja Católica dela. Mandamos nossos livros um para o outro por correspondência. O negócio mais bem feito da minha vida! Fiz muitos trabalhos e provas para corrermos com o conteúdo na faculdade. Terminei de ler O Tempero da Vida e outros ensaios, de G. K. Chesterton. Um grupo de jovens passou a se reunir comigo para estudarmos o Catecismo. Minha prima, Dannielly Hipólito, formou-se em Agronomia, fomos a sua formatura.
   Em setembro, eu comecei novamente, depois de dois anos, a fazer direção espiritual. Minha família e eu fomos acampar no feriado da independência. Li o livro Manifesto do Nada na Terra do Nunca, do Lobão. Criei o blog Desabafos que mais tarde seria transformado nesse aqui. Voltou a revista do Deadpool para me alegrar.
  Outubro começou com a festa da padroeira de minha comunidade, Santa Teresinha do menino Jesus. O mês passou muito rápido com apenas provas e trabalhos. Fiz a compra de alguns livros que queria muito pela Saraiva. Também assisti ao filme Thor 2: o mundo sombrio que é bem "bacaninha".
  Já novembro, começou com Finados, e fui visitar o túmulo de minha avó.  Houve o Encontro regional dos Estudantes de Letras em minha unidade. Tive o prazer de conhecer Marcos Bagno pessoalmente. Também ocorreram as eleições para diretor da unidade, o fato só vale ser comentado porque trabalhei de mesário e achei muito divertido. Houve também a Crisma de meu afilhado Samuel, e eu finalmente realizei o "sonho" de ser padrinho. Começaram as reformas na capela de minha comunidade.
   No último mês do ano tive muitas aulas e provas, mas uma ótima confraternização na UEG. Assisti a'O Hobbit, decepção tão grande que me fez esquecer a decepção sofrida com Homem de Ferro 3. Viajei à Brasília para a palestra do Prof. Roberto de Mattei. Criei esse blog.

   Esses foram os acontecimento marcantes do ano de 2013 em minha vida. Espero que todos tenham gostado. Que 2014 prometa mais emoção e alegria do que esse já teve. No mais desejo um feliz ano novo a todos!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Anapolinos em Brasília

Banca de jornais que encontramos na Candangolândia
   Nessa terça-feira (10/12), viajei à Brasília com alguns amigos historiadores e católicos para assistirmos à palestra do Prof. Roberto de Mattei sobre os bastidores do Concílio Vaticano II. Fomos bem adiantados, pois sabíamos que íamos os perder. Dito e feito. Em Brasília, se você errar ao menos uma entrada, terá de andar o triplo do que iria andar.
   Mas, ainda sim conseguimos chegar cedo o bastante para passearmos pelo shopping Iguatemi, um shopping muito bonito, mas onde tudo é muito caro. A Livraria Cultura, onde foi a palestra, é uma espécie de céu na terra. Dois andares com tudo, absolutamente tudo, que você estiver procurando.
"Garimpando", encontrei dois livros do Tolkien: Árvore e Folha e Cartas do Papai Noel. Fiquei muito feliz e acabei comprando (do primeiro foi um para mim e outro para meu amigo secreto). Além de algumas HQ's que encontrei por lá.
   Depois de fazer um rombo na minha conta bancária (rs), fomos finalmente ver a palestra que foi muito interessante. O Prof. Mattei possui uma ótima pronúncia de português e ideias bastantes diferentes do normal que eu estava acostumado a ver. É claro que muitos o criticam pelo seu ponto de vista, extremamente conservador, mas acredito que é muito importante conhecer todos os lados da moeda.
   Comprei o seu livro Apologia da Tradição que é um post-scriptum do livro Concílio Vaticano II: uma história nunca escrita que vou pegar emprestado com um dos meus amigos que comprou. Quem mandou fazer uma palestra numa livraria cheia de livros maravilhosos? (rs). Após a palestra, houve um momento para fotos e autógrafos, enquanto isso foi servido um buffet. Os funcionários da Livraria Cultura estão de parabéns pelo atendimento e todo o pessoal do Instituto Plínio Correia está mais de parabéns ainda pela organização, carinho e atenção. 
   Depois de vinte minutos na fila (tinha gente pra burro), eu finalmente puder pegar meu autógrafo e tirar um foto com o prof. Roberto de Mattei. Logo depois fomos embora, já eram dez horas da noite,  e ao pararmos num posto de gasolina na Candangolândia para abastecer, uma fumaça estranha começou a sair do carro. Não sei o que aconteceu, pois não entendo nada de mecânica, mas tivemos que passar a noite ali mesmo até que uma oficina mecânica estivesse aberta.
   Nunca pensei que a vida noturna fosse algo tão conturbado. Comi um hambúrguer no McDonald's e sentei para esperar. fazia muito frio, mas eu tinha um gorrinho de Papai Noel para esquentar minhas orelhas. Um sujeito estranho chegou e depois de tentar nos ajudar, foi se encontrar com um outro sujeito (vestido de policial) e trocaram um pacote misterioso de um porta-malas para outro. Ambos partiram e um terceiro carro chegou, era um casal de adolescentes que estavam muito bêbados. O rapaz (que dirigia muito bem, por sinal) estava louco para ter relações sexuais com a menina que amassava e acariciava loucamente. Quando viram que não estavam sozinhos, foram embora. Continuamos ali e já às três da manhã, um trio de trombadinhas armados com facas assaltaram o frentista do posto, bem ali na nossa frente, eu estava cochilando e acordei assustadíssimo com o alvoroço dos meninos que tinham visto tudo. A polícia chegou depois, mas não resolveu muita coisa.
   Passadas as loucuras, o dia amanheceu e eu perambulava pelo posto. Estava completamente sem sono. Voltar para aquele carro, tendo as pernas do tamanho das minhas, era um tormento. Os funcionários do McDonald's que me atenderam de noite ainda estavam lá, limpando o restaurante.
De manhã procuramos uma oficina mecânica e um copo de café. Um número espantoso de banquinhas de café são montadas pela avenida a fim de atender os candangolenses que saem para trabalhar. Já eram duas da tarde quando o carro ficou pronto. O mecânico (que Deus o abençoe) foi super gentil e camarada ao cobrar a tacha de serviço.
   Quando chegamos em Anápolis, uma chuva gelada nos recepcionava. Deitei e dormi até hoje, às seis da manhã. Com sono reposto, agradeço o passeio (que apesar do pesares foi ótimo) e a companhia dos meus amigos Tobias, Daniel, André e Rogério. Foi tudo muito compensador, e todos os livros que comprei me relembram isso, mas não pretendo voltar à Brasília tão cedo, (rs).