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domingo, 25 de maio de 2014

Dia da Toalha

   Se você achou esse título estranho, já posso te julgar como alguém que NÃO leu a maravilhosa obra de Douglas Adams. Isso mesmo, estou falando de uma obra maravilhosa chamada O Guia do Mochileiro das Galáxias, uma obra que você não leu.
   Esse livro conta a história de dois aventureiros que andam pelas galáxias depois que a terra foi destruída, eles seguem os conselhos de um livro (que dá título à obra) e tentam resolver algumas questões.
O Guia do Mochileiro das Galáxias é um dos livros mais icônicos da literatura contemporânea e da cultura pop (ou nerd, se preferir). Vários elementos de sua narração se tornaram referências mundiais, como o número 42 (resposta para a vida, o universo e tudo o mais), o robô Marvin, a própria toalha e muitos outros.
   Mas onde é que a toalha entra nessa história? Então, o Guia recomenda que todos os mochileiros carreguem suas toalhas... bom, leia você mesmo:
   Segundo ele [o Guia], a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você -estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.
   Depois de quarenta e dois dias após a morte do autor, ficou estabelecido o dia para se celebrar a obra (25 de maio). Sendo assim, os fãs saem para fazer suas atividades costumeiras, mas levando uma toalha nos ombros.
Algumas pessoas acham bobeira, e nenhuma entende, mas pode acontecer de você encontrar alguém que conhece a obra. Aí embaixo, tenho foto dos meus dois últimos dias da toalha onde tirei uma foto com os demais mochileiros que encontrei por acaso e também celebravam o dia.

Dia da Toalha (2012) na UEG.
Dia da Toalha (2013) no Brasil Park Shopping.
   Esse ano, estarei no encontro do Segue-Me (deixei o post para sair automaticamente) e por isso não sairei por aí, nem tirarei fotos. Mas saibam que irei fazer leitura na Missa de encerramento do encontro e faço questão de ficar com minha toalha lá em cima, no altar.
   Espero que esse post tenha influenciado você a querer ler a "trilogia de cinco livros" que compõe essa obra. Douglas Adams é um dos escritores mais geniais que passaram pela terra e você com certeza vai adorar. Depois disso, conte o que achou do livro nas redes sociais e vamos comemorar o próximo dia da toalha no ano que vem. Agradecimentos especiais ao meu xará Carlos Alberto (Cajuh) que me apresentou a essa obra espetacular no ano de 2011.

Até mais, e obrigado pelos peixes!

quinta-feira, 24 de abril de 2014

A Revolução dos Bichos

Corujas Doctor: adorei a cara do 9th Doctor!
   Desde que meu professor de história e meu professor de sociologia me falaram sobre esse livro, fiquei com muita vontade de lê-lo. Ao ver o João Paulo (Papo com João) babar no falar do George Orwell, minha vontade aumentou mais ainda. Por último, vi no Skoob que todo mundo que eu conhecia já tinha lido esse livro. A partir daquele momento tinha o firme propósito: comprarei esse livro assim que puder e o lerei quanto antes.
   Acontece que por ser brasileiro, e ainda por cima estudante universitário, eu vivo em uma eterna crise financeira. Mas um dia, vi na banquinha de livros da UEG uma capa onde a figura de um porco reluzia, era o universo conspirando para que eu lesse. Comprei e permiti que ele passasse a frente dos demais livros que aguardavam na fila. Interrompi minha leitura de Ortodoxia e de O Guarani (livro escrito sobre um ritual indígena que possui uma maldição de nunca acabar) e comecei a ler.
   De uma simplicidade divertidíssima, a leitura se mostrou algo muito prazeroso e simples. Aos poucos eu ia identificando cada representação animal: Trotski, Lênin, Stalin, o proletariado, os intelectuais orgulhosos, os militantes imbecis e até mesmo a Igreja Católica Ortodoxa Russa.
   Recomendo que todos leiam, mesmo não sendo liberal, George Orwell não têm noção do que escreveu. Esse livro é fantástico e todo professor de história/sociologia/filosofia/literatura deveria passa essa leitura para seus alunos.

   No mais, minhas aulas estão muito bacanas. Também estou correndo com a análise do livro O Céu dos Suicidas, para o artigo do Pibic. Espero terminar logo!

segunda-feira, 31 de março de 2014

Meta de Leitura 2014

Reiniciar, por favor! (rs).
   Chegamos ao fim de minhas férias! Como vocês viram num post anterior, devido a greve da UEG (Universidade Estadual de Goiás), estudei em dezembro e janeiro, e agora tirei férias em março. Nesse período, aproveitei  para ler como um louco. Por isso, criei uma meta de leitura que envolvia mais de vinte cinco livros. Obviamente, não consegui cumprir. Quando fiz essa meta, tinha a intenção de ler o máximo possível. Nunca tive a ideia de ler tudo, seria impossível! Mas consegui ler 50% da lista, o que foi muito bom!
   Seguindo o "Desafio Literário", criado pelo meu amigo, Tobias Goulão (veja aqui), criei uma "Meta de Leitura 2014". Com um livro por mês, campanha do Skoob (veja aqui), escolhi doze obras grandes e as dividi para cada mês. Ficou assim:

Janeiro - O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota (Olavo de Carvalho);
Fevereiro - O Guarani (José de Alencar);
Março - Alice no País das Maravilhas & Alice através do Espelho (Lewis Carroll);
Abril - Ortodoxia (G. K. Chesterton);
Maio - A Divina Comédia (Dante Alighieri) - versão em poesia;
Junho - Vinte Mil Léguas Submarinas (Júlio Verne);
Julho - Volta ao Mundo em oitenta dias (Júlio Verne);
Agosto - Contos de Terror (Edgar Allan Poe);
Setembro - A Divina Comédia (Dante Alighieri) - versão em prosa;
Outubro - Os Lusíadas (Luís de Camões);
Novembro - Contos Inacabados (J. R. R. Tolkien);
Dezembro - Os Arquivos de Sherlock Holmes (Arthur Conan Doyle).

   Já adicionei minha meta de leitura ao Skoob (veja aqui). As obras de janeiro, fevereiro e março foram cumpridas. Agora é ir seguindo cada uma por mês.
Sim, sou doente pelo Dante. Tenho mais de uma edição d'A Divina Comédia e vou ler essas duas que adquiri, já que são diferentes da primeira edição que li, que era comentada.
   É claro que estarei lendo outras coisas além dessas, como os quadrinhos, por exemplo. Mas esses livros grandes (digo "grandes" porque são superiores à trezentas páginas e porque são obras de peso, com autores grandes) são os que vão ajudar a dar um pulo no meu paginômetro, (rs). Brincadeiras a parte, decidi criar essa meta para me orientar com leituras grandes, entre as "porcariadas" que leio direto, (rs).
   Recomendo que todos façam uma meta de um livro por mês, ajuda muito. Fica a dica!

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Não sou mais um idiota!

"Ora, vai estudar, burro!"
   Demorou, mas finalmente as obrigações escolares me permitiram terminar de ler o mais novo livro do Prof. Olavo de Carvalho, brilhantemente intitulado O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota.
   Foi uma leitura prazerosa até para mim, que não me envolvo tanto com política. Não quero deixar nenhum parecer crítico, pois não tenho capacidade para isso. Recomendo esse livro a todos que querem deixar de ser idiota e aos que gostam de ser idiota também.
   Tratando de diversos assuntos, o que eu mais gostei foi sobre o estudo. Vivemos num país sem grandes intelectuais ou escritores. Nossa literatura é vã! E nossos jovens são analfabetos funcionais.
Se tem uma coisa que esse livro me deixou, foi inconformado. Agora, ele fica aqui na minha prateleira com a palavra IDIOTA em letras garrafais, lembrando-me de minha indignação, como se fala-se com a voz do autor “Ora, vai estudar p****!”.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Antes de Watchmen

O Homem-Aranha e Deadpool te compreendem.
    Demorou, mas finalmente completei minha coleção Antes de Watchmen. Para aqueles que não sabem do que estou falando, a DC comics lançou uma coleção de oito volumes que narra os feitos dos personagens da HQ Watchmen antes dos acontecimentos da mesma.
   Quando saiu a notícia dessa publicação, vários mi-mi-mis foram criados. Tinha gente reclamando que ia ser ruim por não ter sido escrito pelo Alan Moore (autor de Watchmen), como se nada de bom pudesse ser produzido por alguém que não é o Alan Moore. Como exemplo, Maurício de Souza entregou seus personagens para outros recriarem e a Graphic MSP é um sucesso estrondoso. Também ouvi gente reclamando que era desnecessário e que era só para ganhar dinheiro, mas é óbvio que sim! Tem quadrinhos em Cuba? Não! Sabe por que? Porque quadrinhos é invenção do capitalismo para ganhar dinheiro.
   Antes de Watchmen foi uma ótima ideia da DC. Os escritores selecionados não inventaram demais, tudo segue a trama de Watchmen. Todos as pontas soltas foram amarradas sem deixar nenhuma. 
A coleção é incrível e ponto final. Qualquer queixa acerca disso é mi-mi-mi.

   Agora vou fazer os comentários de cada volume individual, peças que por mais que tenham defeitos, formam um quebra-cabeça sensacional que é o berço de Watchmen.

#01. Coruja - Personagem inspirado claramente no Batman, sua história é boa por mostrar mais do universo da dupla Coruja/Rorschach. Também como se aproveitar do "presente" da Dama do Crepúsculo que a Espectral encontra no seu esconderijo em Watchemn para cria a trama. Foi só a minha que veio com a lombada torta?
#02. Espectral - Quem diria que uma personagem tão bobinha teria uma história tão bacana? Não é a melhor da série, mas foi boa para a personagem. Atenção: sacanagem rolando a torto e a direito.
#03. Rorschach - Ao contrário da revista do Coruja, o personagem faz ronda sozinho. Muita violência e detalhes sobre o passado do herói. Nada inédito, mas possui um final épico.
#04. Dr. Manhattan - A mais complexa das revistas. Para quem não está acostumado com a linguagem científica dos quadrinhos e nem tem noção de teorias físicas, é bastante difícil de ler, não foi meu caso. Amarrou a maior ponta solta de Watchmen: Se o Dr. Manhattan é onisciente, como não sabia dos planos de Ozymandias? Suas crises amorosas também são bem trabalhadas.
#05. Comediante - O sociopata que é assassinado na primeira cena de Watchmen tem uma história cheia de guerra e morte, como é esperado. Contradiz um pouco o filme, mas quem liga para o filme? A história mostra que Edwuard Blake tem um coração.
#06. Ozymandias - Na minha opinião, a melhor das HQ's, embora eu seja suspeito pois o gênio do mal é meu vigilante favorito desse universo. Trabalha muita coisa de uma vez, tudo com a esperteza e elegância do herói. Não perdoo o Matthew Goode pela atuação como Adrian Veidt.
#07. Dollar Bill & Moloch - Contando a história do principal vilão dos Minutemen, a história revela os planos secretos de Ozymandias. Também conta a história do super herói do National Bank que deixou um dos maiores conselhos aos super heróis: NADA DE CAPAS!
Sim, Os Incríveis é uma homenagem a Watchmen e possui diversas referências a HQ.
#08. Minutemen - Quem gosta de Watchmen, com certeza gostaria de saber mais sobre os Minutemen, heróis do passado que foram substituídos pelos atuais vigilantes. A revista capricha na história e revela algumas coisas que ninguém sabia. Também não bate com o filme. Tem um pouco de propaganda gay, mas não quero tocar nesse assunto polêmico.
#01 ao #08. A Condenação do Comissário Carmesim - Uma história no estilo Piratas do Caribe com capítulos divididos entre as oito revistas. Não sei se atenção era "obrigar" o leitor a comprar os outros números ou preencher espaço, mas valeu o bônus.

   Embora eu não tenha a graphic novel Watchmen (li na versão digital), acredito que a coleção Antes de Watchmen veio para agregar valor a coleção. Agora, que a série está encerrada, digo aos que perderam: Chorem! E torçam para que a Panini (ou a DC) façam um encadernado com a história completa dessa maravilha que NÃO foi escrita por Alan Moore.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Vitor Cafaggi, orgulho dos quadrinhos nacionais

Tirinha sobre a infância de Peter Parker, o Homem-Aranha.
   Finalmente consegui comprar e ler a tão aguardada trilogia de revistas Valente de Vitor Cafaggi. Conheci o autor por meio da incrível releitura da Turma da Mônica lançada pelo selo de graphic novels, Graphic MSP, intitulada Turma da Mônica: Laços, que já tem continuação marcada e aguardada ansiosamente.
Mas quando eu realmente me tornei seu fã, foi quando li seu conjunto de tirinhas chamado Puny Parker (veja aqui), onde o autor cria a infância de Peter Parker (alter ego do Homem-Aranha), fazendo uma série de referências a vida adulta do herói Homem-Aranha. É realmente um trabalho maravilhoso que eu queria muito ver encadernado. Fica a dica para a Marvel! (rs).
   Para quem gosta do Amigão da Vizinhança, recomendo muito a leitura de Puny Parker, mas se você gosta mesmo do Homem-Aranha como eu, não precisa de recomendação e com certeza já deve ter começado a ler.
   Voltando à Valente, digo que gostei muito, as histórias do triângulo amoroso Dama-Valente-Princesa. São muito profundas e tocam de um jeito ou de outro o leitor, que se identifica em algum momento. Embora sejam tirinhas distintas (postadas no jornal e no seu blog), elas dão continuidade e formam uma história profunda e divertida. Recomendo a compra dos três encadernados que estão nas bancas, mas você também poderá lê-las no blog Puny Parker.
   O autor tem várias outras obras que desejo conhecer, mas essas são as três mais importantes (Puny Parker, Turma da Mônica: Laços e Valente). Sou suspeito para dizer, mas considero Puny Parker como a melhor das três, depois vem Laços e por último Valente que é muito bom mesmo assim.
Deixo aqui minha homenagem (e jabá) ao quadrinista Vitor Cafaggi que com certeza marcou a história dos quadrinhos nacionais. O seu talento é fabuloso e como ele mesmo diz em sua bio "Nasceu para fazer quadrinhos".

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013

O ano de 2013 em apenas uma imagem
   2013 foi um ano muito bom, o fato de ter meu número da sorte nos seus dois últimos dígitos faz com que pareça ter algo sobrenatural em questão, mas duvido muito disso. Quando fui preparar minha agenda para 2014, dei uma folheada na minha desse ano e acabei revivendo todo o ano a partir do que estava escrito. Decidi por isso, fazer uma retrospectiva do ano. Assim, vocês poderão saber como foi o ano antes de eu fazer o blog. Para fins de ordem, cada parágrafo será referente a um mês do ano:

   O primeiro mês do ano foi muito tranquilo, ainda estava de férias e por isso fiquei em casa a maior parte do tempo. Foi o mês em que recebi minha dispensa do serviço militar e sai comemorando pelas ruas. Uma forte chuva me pegou naquele dia e cheguei em casa muito ensopado.
   O mês mais curto foi tão curto quanto promete. Minhas aulas reiniciaram. Tive a tristeza de saber que o Papa Bento XVI, de quem tanto gosto, iria renunciar. Rezei com muita preocupação pelo conclave. Participei de um site onde você recebia o nome de um cardeal específico para rezar por ele, assim  montaríamos juntos um ramalhete espiritual pelo conclave. "Adotei" o cardeal Jean-Louis Tauran, o mesmo que fez o anúncio da eleição do Papa Francisco.
   Em março, fiz muitas tarefas escolares. Ainda participava do projeto Pibid e fizemos, minhas colegas e eu, um trabalho com a obra Dom Casmurro, de Machado de Assis, com os alunos do ensino médio. Participei da Semana Santa em minha comunidade. Na Páscoa, presenteei-me com um ovo de Páscoa d'O Espetacular Páscoa do Homem-Aranha que veio com uma bela caneca do cabeça de teia.
   Comecei abril fazendo um retiro espiritual numa bela casa de retiros em Brasília. Também assisti a estreia de Homem de Ferro 3 e sofri uma decepção que devia me deixar desanimado o resto do ano. A UEG entrou de greve e eu aproveitei para ler A Demanda do Santo Graal.
   Em maio, por causa da greve, não fiz muita coisa. Estava no projeto Pibid, e então dei uma aula sobre história em quadrinhos para os alunos do ensino médio. também teve o Dia da Toalha e organizamos uma turma boa de malucos para nos encontrarmos na praça de alimentação do shopping com nossas toalhas. Fiz uma aposta de que se o meu amigo Tobias criasse um perfil na Skynerd, eu leria A Batalha do Apocalipse. No mesmo dia da toalha, ele fez. Também participei da bela Missa de Corpus Christi com toda diocese de Anápolis.
   Em junho, participei do I Encontro Pibid-UEG. Lá dei relatório, juntos de meus colegas, de como foi o projeto. Nosso projeto foi muito elogiado. Li A Batalha do Apocalipse e gostei bastante. Comecei também a estudar mitologia egípcia para começar a escrever Senet: o jogo dos deuses, confiram essa saga no meu outro blog.
   Em julho, houve a Missa de vestição dos coroinhas que eu havia preparado durante o ano, foi uma bela celebração que emocionou a comunidade. Revi meu amigo Marcílio depois de dois anos. Fui à Jornada Mundial da Juventude (JMJ), um acontecimento que poupa descrições, o melhor fato do ano, com certeza. No último dia da Jornada, descobri que acabou a greve da UEG.
   Em agosto, as aulas retornam com tudo muito bagunçado e atrasado. Uma menina pelo Skoob me fez a proposta de trocar meu livro do Crepúsculo, lido somente uma vez, pelo Compêndio da Doutrina Social da Igreja Católica dela. Mandamos nossos livros um para o outro por correspondência. O negócio mais bem feito da minha vida! Fiz muitos trabalhos e provas para corrermos com o conteúdo na faculdade. Terminei de ler O Tempero da Vida e outros ensaios, de G. K. Chesterton. Um grupo de jovens passou a se reunir comigo para estudarmos o Catecismo. Minha prima, Dannielly Hipólito, formou-se em Agronomia, fomos a sua formatura.
   Em setembro, eu comecei novamente, depois de dois anos, a fazer direção espiritual. Minha família e eu fomos acampar no feriado da independência. Li o livro Manifesto do Nada na Terra do Nunca, do Lobão. Criei o blog Desabafos que mais tarde seria transformado nesse aqui. Voltou a revista do Deadpool para me alegrar.
  Outubro começou com a festa da padroeira de minha comunidade, Santa Teresinha do menino Jesus. O mês passou muito rápido com apenas provas e trabalhos. Fiz a compra de alguns livros que queria muito pela Saraiva. Também assisti ao filme Thor 2: o mundo sombrio que é bem "bacaninha".
  Já novembro, começou com Finados, e fui visitar o túmulo de minha avó.  Houve o Encontro regional dos Estudantes de Letras em minha unidade. Tive o prazer de conhecer Marcos Bagno pessoalmente. Também ocorreram as eleições para diretor da unidade, o fato só vale ser comentado porque trabalhei de mesário e achei muito divertido. Houve também a Crisma de meu afilhado Samuel, e eu finalmente realizei o "sonho" de ser padrinho. Começaram as reformas na capela de minha comunidade.
   No último mês do ano tive muitas aulas e provas, mas uma ótima confraternização na UEG. Assisti a'O Hobbit, decepção tão grande que me fez esquecer a decepção sofrida com Homem de Ferro 3. Viajei à Brasília para a palestra do Prof. Roberto de Mattei. Criei esse blog.

   Esses foram os acontecimento marcantes do ano de 2013 em minha vida. Espero que todos tenham gostado. Que 2014 prometa mais emoção e alegria do que esse já teve. No mais desejo um feliz ano novo a todos!

sábado, 28 de dezembro de 2013

Ao Mestre com carinho

Stanley Martin Lieber - Excelsior!
   Hoje, Stan Lee completa noventa e um anos de idade. Se você, não sabe quem ele é, eu te digo que esse senhor foi o criador do Homem-Aranha, Quarteto fantástico, X-Men, Hulk, Demolidor, Thor, Homem de Ferro, Dr. Estranho e os Vingadores. Se você ainda não souber quem é, dou mais uma dica: ele é o carinha que aparece em cenas rápidas em todos os filmes da Marvel.
   A verdade é que eu queria demonstrar a minha gratidão a esse senhor. Ele criou o Homem-Aranha (baseado nele), meu maior herói da infância (e de sempre), podemos concluir então que Stan Lee é o meu herói, ou ao menos a personalidade/escritor vivo de que mais gosto. Até compartinho um sonho meu com vocês: tenho algumas figurinhas do Homem-Aranha e gostaria de que o Stan Lee as autografasse. Fica aí meu sonho para aqueles que quiserem me ajudar a realizá-lo ou zombar dizendo "Nunca vai conseguir!".
   Estive reparando algo nessas grandes celebridades que são adorados por uma legião de fãs e mesmo velhos não largam o barco. Eles trabalham com amor naquilo que fazem e procuram fazer o melhor, a fama é consequência de anos de carinho. Por isso que Orlando Drummond, Ian McKellen, Johnny Depp, Fernanda Montenegro, o próprio Stan Lee e outro autores (nacionais ou não) incríveis espalhados por aí são assim (citei esses por que são os que eu mais admiro). Reparei vendo alguns documentários e entrevistas deles que eles são apaixonados pelo trabalho e o fazem por diversão e/ou por paixão. Está aí a receita para o sucesso!
   Enfim, deixo esse post como homenagem ao "Excelsior Stan Lee" (como ele mesmo costuma assinar), dando meus parabéns e pedindo que Deus o abençoe por tudo e que te dê muita saúde e felicidade. Você mudou a vida de milhões de jovenzinhos (eu sou um deles) só de fazer aquilo que ama.
   Mudando de assunto, tudo ficou bagunçado com essas festas de fim de ano, mas estou tentando manter a disciplina. Ontem aproveitei para visitar um grande amigo, mas por coincidência (acho que pelo terceiro ano consecutivo) o visito no dia do aniversário de sua irmã e acabo ficando para uma espécie de festinha familiar. Devem achar que faço de propósito, mas juro que não me passa pela cabeça. Devo prestar mais atenção em datas! Sem a ajuda da agenda.
   Ainda estou meio gripado, com uma tosse seca de vez em quando. Acho que não é nada e passará logo. Estou tentando terminar minhas leituras para começar novas. Fui arrumar meus livros e reparei que somente os ingleses ocupam uma prateleira inteira, enquanto os brasileiros nem metade. Vou começar outros tipos de leitura que não seja britânica, indicaram-me a russa. Veremos!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Cartas do Papai Noel

Papai Einstein ou Albert Noel?
   Acabei de ler o livro Cartas do Papai Noel de J. R. R. Tolkien que encontrei "garimpando" na Livraria Cultura (Brasília - DF). O livro tem a seguinte história: Todo ano, os filhos do mestre Tolkien escreviam para o Bom Velhinho pedindo seus presentes, Tolkien então os respondia fingindo ser o Noel e contando alguns fatos que acontecerem no Polo Norte, desde as trapalhadas do urso Polar do Norte, seu ajudante, até batalhas épicas entre os elfos e os trasgos.
   Sendo o livro de quem é, não precisa de elogios ou comentários, mas confesso que fiquei encantado com a leitura, o livro faz um apanhado das cartas com desenhos feitos pelo próprio Tolkien. O mais bacana ainda é que ano a ano, vamos acompanhando o crescimento dos filhos, desde quando John começou a escrever, passando pelo nascimento de Christopher e encerrando com a última carta à caçula Priscilla Tolkien.
   Não basta eu gostar tanto do Tolkien, agora me deparo com esse livro onde o protagonista é minha figura lendária predileta. Achei o livro uma pérola para minha coleção! Já pensou, você escreve para o papai Noel e ele te responde como se você fosse um amigo próximo? Esses meninos não fazem ideia de como estavam bem servidos.
   Enfim, gostei muito do livro e recomendo a todos os admiradores de Tolkien. Acho também o exemplo mais que válido. Os pais poderiam criar esse troca de correspondências entre os filhos e Noel. É bom para o desenvolvimento da escrita deles... Christopher Tolkien é a prova viva disso!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Blog do Padre Fortea

Pe. José Antônio Fortea, mas pode chamá-lo de "o cara".
   Exorcismo e possessão não é nenhum pouco parecido com as coisas que Hollywood sai mostrando a torto e a direita. Eu fiquei sabendo disso quando li o livro Svmma Daemmoniaca do Padre José Antônio Fortea (que na minha opinião, é o segundo maior exorcista vivo, perdendo apenas para o Pe. Gabriele Amorth). Conheci a obra do Pe. Fortea alguns anos atrás, quando vi a Suma numa estante de um padre amigo meu. Ele me falou sobre o Fortea e ficou por isso mesmo. Esse ano, eu encontrei esse mesmo livro numa livraria e comprei, li e procurei conhecer mais sobre o Pe. José Antônio Fortea, descobri que ele possui um blog e desde então tenho sido seu fiel leitor.
   Ao contrário do que você pode estar pensando, esse blog não fala de possessão, o padre posta sobre seu dia e coisas que ele acha interessante, um verdadeiro diário online. O que eu gostaria de falar mesmo é sobre como a estética dele me fascina. Como todos sabem, um blog é um diário online super informal. Mas muitos utilizam (e podem utilizar mesmo) como site, mas a verdade é que eu nunca tinha visto alguém usar um blog de uma forma tão... natural. Essa é a palavra: natural!
   Então decidi imitá-lo e por isso criei esse blog, quero fazer aqui o que o padre Fortea faz lá, mas é claro que vou acabar postando textos maiores que os dele e sendo bem mais formal, mais acredito que vou conseguir ir parecendo mais com o dele. Até descobri que temos o gosto em comum, já que ele prefere e acha muito mais fácil escrever ficção do que não-ficção.
   Sobre isso, quero fazer um desabafo quanto à minha inconstância na criação de blogs, já devo ter feito uns cem blogs e interrompi todos criando novos (A Balança dos Deuses, Mitomania, O Samurai de Jade, O Movimento, Movimento Nerd, Clarim Diário, Desabafos e etc. etc.), nunca fiquei firme em um. Essa é outra coisa que vou estar imitando do padre a fim de um dia chegar as duas mil setecentas e setenta e duas postagens em oito anos de blog. Também vou reorganizar o meu blog de ficção e poesia para firmar mais na escrita tendo apenas dois blogs, um pessoal e outro de escrita. Conto com a leitura de vocês!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Anapolinos em Brasília

Banca de jornais que encontramos na Candangolândia
   Nessa terça-feira (10/12), viajei à Brasília com alguns amigos historiadores e católicos para assistirmos à palestra do Prof. Roberto de Mattei sobre os bastidores do Concílio Vaticano II. Fomos bem adiantados, pois sabíamos que íamos os perder. Dito e feito. Em Brasília, se você errar ao menos uma entrada, terá de andar o triplo do que iria andar.
   Mas, ainda sim conseguimos chegar cedo o bastante para passearmos pelo shopping Iguatemi, um shopping muito bonito, mas onde tudo é muito caro. A Livraria Cultura, onde foi a palestra, é uma espécie de céu na terra. Dois andares com tudo, absolutamente tudo, que você estiver procurando.
"Garimpando", encontrei dois livros do Tolkien: Árvore e Folha e Cartas do Papai Noel. Fiquei muito feliz e acabei comprando (do primeiro foi um para mim e outro para meu amigo secreto). Além de algumas HQ's que encontrei por lá.
   Depois de fazer um rombo na minha conta bancária (rs), fomos finalmente ver a palestra que foi muito interessante. O Prof. Mattei possui uma ótima pronúncia de português e ideias bastantes diferentes do normal que eu estava acostumado a ver. É claro que muitos o criticam pelo seu ponto de vista, extremamente conservador, mas acredito que é muito importante conhecer todos os lados da moeda.
   Comprei o seu livro Apologia da Tradição que é um post-scriptum do livro Concílio Vaticano II: uma história nunca escrita que vou pegar emprestado com um dos meus amigos que comprou. Quem mandou fazer uma palestra numa livraria cheia de livros maravilhosos? (rs). Após a palestra, houve um momento para fotos e autógrafos, enquanto isso foi servido um buffet. Os funcionários da Livraria Cultura estão de parabéns pelo atendimento e todo o pessoal do Instituto Plínio Correia está mais de parabéns ainda pela organização, carinho e atenção. 
   Depois de vinte minutos na fila (tinha gente pra burro), eu finalmente puder pegar meu autógrafo e tirar um foto com o prof. Roberto de Mattei. Logo depois fomos embora, já eram dez horas da noite,  e ao pararmos num posto de gasolina na Candangolândia para abastecer, uma fumaça estranha começou a sair do carro. Não sei o que aconteceu, pois não entendo nada de mecânica, mas tivemos que passar a noite ali mesmo até que uma oficina mecânica estivesse aberta.
   Nunca pensei que a vida noturna fosse algo tão conturbado. Comi um hambúrguer no McDonald's e sentei para esperar. fazia muito frio, mas eu tinha um gorrinho de Papai Noel para esquentar minhas orelhas. Um sujeito estranho chegou e depois de tentar nos ajudar, foi se encontrar com um outro sujeito (vestido de policial) e trocaram um pacote misterioso de um porta-malas para outro. Ambos partiram e um terceiro carro chegou, era um casal de adolescentes que estavam muito bêbados. O rapaz (que dirigia muito bem, por sinal) estava louco para ter relações sexuais com a menina que amassava e acariciava loucamente. Quando viram que não estavam sozinhos, foram embora. Continuamos ali e já às três da manhã, um trio de trombadinhas armados com facas assaltaram o frentista do posto, bem ali na nossa frente, eu estava cochilando e acordei assustadíssimo com o alvoroço dos meninos que tinham visto tudo. A polícia chegou depois, mas não resolveu muita coisa.
   Passadas as loucuras, o dia amanheceu e eu perambulava pelo posto. Estava completamente sem sono. Voltar para aquele carro, tendo as pernas do tamanho das minhas, era um tormento. Os funcionários do McDonald's que me atenderam de noite ainda estavam lá, limpando o restaurante.
De manhã procuramos uma oficina mecânica e um copo de café. Um número espantoso de banquinhas de café são montadas pela avenida a fim de atender os candangolenses que saem para trabalhar. Já eram duas da tarde quando o carro ficou pronto. O mecânico (que Deus o abençoe) foi super gentil e camarada ao cobrar a tacha de serviço.
   Quando chegamos em Anápolis, uma chuva gelada nos recepcionava. Deitei e dormi até hoje, às seis da manhã. Com sono reposto, agradeço o passeio (que apesar do pesares foi ótimo) e a companhia dos meus amigos Tobias, Daniel, André e Rogério. Foi tudo muito compensador, e todos os livros que comprei me relembram isso, mas não pretendo voltar à Brasília tão cedo, (rs).