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domingo, 25 de maio de 2014

Dia da Toalha

   Se você achou esse título estranho, já posso te julgar como alguém que NÃO leu a maravilhosa obra de Douglas Adams. Isso mesmo, estou falando de uma obra maravilhosa chamada O Guia do Mochileiro das Galáxias, uma obra que você não leu.
   Esse livro conta a história de dois aventureiros que andam pelas galáxias depois que a terra foi destruída, eles seguem os conselhos de um livro (que dá título à obra) e tentam resolver algumas questões.
O Guia do Mochileiro das Galáxias é um dos livros mais icônicos da literatura contemporânea e da cultura pop (ou nerd, se preferir). Vários elementos de sua narração se tornaram referências mundiais, como o número 42 (resposta para a vida, o universo e tudo o mais), o robô Marvin, a própria toalha e muitos outros.
   Mas onde é que a toalha entra nessa história? Então, o Guia recomenda que todos os mochileiros carreguem suas toalhas... bom, leia você mesmo:
   Segundo ele [o Guia], a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você -estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.
   Depois de quarenta e dois dias após a morte do autor, ficou estabelecido o dia para se celebrar a obra (25 de maio). Sendo assim, os fãs saem para fazer suas atividades costumeiras, mas levando uma toalha nos ombros.
Algumas pessoas acham bobeira, e nenhuma entende, mas pode acontecer de você encontrar alguém que conhece a obra. Aí embaixo, tenho foto dos meus dois últimos dias da toalha onde tirei uma foto com os demais mochileiros que encontrei por acaso e também celebravam o dia.

Dia da Toalha (2012) na UEG.
Dia da Toalha (2013) no Brasil Park Shopping.
   Esse ano, estarei no encontro do Segue-Me (deixei o post para sair automaticamente) e por isso não sairei por aí, nem tirarei fotos. Mas saibam que irei fazer leitura na Missa de encerramento do encontro e faço questão de ficar com minha toalha lá em cima, no altar.
   Espero que esse post tenha influenciado você a querer ler a "trilogia de cinco livros" que compõe essa obra. Douglas Adams é um dos escritores mais geniais que passaram pela terra e você com certeza vai adorar. Depois disso, conte o que achou do livro nas redes sociais e vamos comemorar o próximo dia da toalha no ano que vem. Agradecimentos especiais ao meu xará Carlos Alberto (Cajuh) que me apresentou a essa obra espetacular no ano de 2011.

Até mais, e obrigado pelos peixes!

terça-feira, 1 de abril de 2014

Um estudo sobre o viaduto Nelson Mandela

Viaduto Nelson Mandela, o mais novo cartão postal de Anápolis.
    Desde que vi (um dia depois da inauguração) esse belíssimo viaduto que separa as avenidas Brasil e Fayad Hanna, onde antes era uma rotatória em que aconteciam muitos acidentes e engarrafamentos, fiquei com vontade de fazer um texto falando o que achei. Nunca criei coragem para sentar e escrever, mas decidi fazer isso logo antes que essas chuvas derrubem o monumento mal feito.
    Com a assinatura do atual prefeito petista (porque todo mundo tem um defeito) Antônio Gomide, que vem investindo pesado em cartões postais para um a cidade sem símbolos e memória, o viaduto foi projetado pelos brilhantes artistas plásticos Sílvio Morais e Brás de Pina, digo "brilhantes" porque o viaduto ficou muito bonito, e porque já conheço outros trabalhos do Sílvio de Moraes, como o painel da igreja Nossa Senhora d'Abadia e o painel da capela episcopal da Diocese de Anápolis. O viaduto possui a extensão de trezentos e vinte metros e consumiu vinte toneladas de metal para ser construído. Gastando 14,5 milhões do cofre público para melhorar um trânsito por onde passam em média 4, 5 mil veículos por hora.
    Na hora de batizar a criança, houve discussão, já que alguns vereadores queriam que o elevado tivesse o nome do ex-vereador e ginecologista, Dr. Cláudio de Paiva (falecido no dia treze de setembro do ano passado), que foi um dos fundadores do PFL (hoje DEM), secretário de saúde e, mais recentemente, chefe de gabinete do prefeito Pedro Sahium, além de em 2010, ter seu nome cotado para o cargo de vice-governador na chapa de Marconi Perillo. Os vereadores petistas não aceitaram tal nome e se aproveitaram da comoção mundial gerada pela morte de Nelson Mandela para empurrar o nome do Lula versão afro para batizar o viaduto. Por mais que o vereador Valdair de Jesus ("frei" é uma pinoia) tenha se manifestado contra a escolha, baseando-se na regra que existe na câmara de que só pessoas relacionadas ao município de Anápolis podem ser homenageadas dessa forma, ninguém deu ouvidos e o nome do Morgan Freeman Nelson Mandela foi escolhido para batizar o mais novo cartão postal da cidade.
   Aqui entro com minha análise, antes era só para localizar os leitores, (rs).
Qualquer artista, seja escritor, pintor ou artista plástico, sabe que não se pode dar um nome a uma obra sem vê-la depois de pronta. É preciso terminar o livro para só depois por um título. Sendo assim, depois de contemplar o viaduto pronto e iluminado, quero dizer que o nome Nelson Mandela não é adequado e gostaria de propor um novo nome.
   Não sei o que os artistas Sílvio Morais e Brás de Pina pensaram enquanto fizeram o desenho do obelisco no centro do viaduto, mas (se me permite a piada) Sigmund Freud explicaria como um materialização do desejo sexual inconsciente dos artistas. Os anapolinos (não, por mais que tenha uma lógica gramatical, não se diz "anapolitanos") que passaram pelo monumento devem ter percebido que ele é formado por uma imensa "pica de metal" (não consegui achar outro termo) que penetra numa argola de mesmo tamanho. Não há mente que não pense em besteira ao ver isso! Para piorar, ele ainda muda de cores, fazendo um verdadeiro arco-íris.
   Já que é um mistério o porquê dessa silhueta, eu usaria outro nome que tenha mais a cara do monumento e o chamaria de "Viaduto Clodovil Hernandes", já que só se pode homenagear políticos.
Lembro-me do Clodovil e, por mais novo que eu fosse, achava ele um cara legal. Sempre cheio de polêmicas, ele tinha um código de ética e o seguia retamente. Era gay, mas (mesmo sendo polêmico) era um cara coerente. Lembro de escutar ele se apresentando "Meu nome é Clodovil: 'Clô' para os mais íntimos, 'Dô' para qualquer um, e 'Vil' para os inimigos" (não tenho a referência porque ouvi isso quando pequeno). Além do mais, ele não era do PT e isso já é um ponto positivo, (rs).
   Talvez alguns dirão, "Sendo assim, seria melhor por o nome 'Viaduto Jean Wyllys'". Para esses eu responderia que não. Como dito, uma imensa "pica de metal enviada num aro" (a droga da coluna central ainda tem um corte no meio) é algo que faz lembrar o Clodovil. Algo mais parecido com o Jean Wyllys seriam várias "picas de metal", cada uma apontando para um ponto da cidade, exprimindo assim o desejo do deputado militante de que todos os cidadãos tenham uma pica em suas argolas. O monumento que lembra o pecado privado faz mais a cara de quem pecava privadamente, o outro deputado quer é uma campanha sodomita onde todos façam o que ele acha que é bom, sendo assim, acho que o atual viaduto não faça muito a cara dele. Mas fica aqui a ideia para os artistas plásticos que queiram criar um outro viaduto, (rs).

   Bom, espero ter destruído a imagem do maior e mais novo cartão postal anapolino. Porque tenho certeza de que todos que lerem esse texto vão se lembrar das coisas que disse ao passarem pelo viaduto. Deixo essa trollagem como minha pegadinha oficial de 1° de abril.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Integração, sim! Demolição também!

A estação ferroviária de Anápolis em 1934, as obras já estavam no acabamento final.
   Se você costuma andar de ônibus, talvez já saiba de toda a confusão que está acontecendo por causa da ordem da prefeitura para a demolição do terminal urbano rodoviário II da empresa TCA (Transporte Coletivo de Anápolis), que mantém um monopólio na cidade.
   Mas caso você não seja da cidade ou não esteja por dentro das notícias, saiba que onde existia a estação ferroviária de Anápolis (foto acima), edifício de grande importância para a criação da cidade, foi construído o terminal urbano rodoviário (algum imbecil achou que ia ser legal manter tudo relacionado a transporte junto talvez) e com o aumento das linhas de ônibus, foi construído um segundo terminal. Sem espaço, construíram do ouro lado da estação e fizeram uma rampa passando por cima do prédio antigo. Resultando nisso:
Estação Ferroviária hoje. Destruída, cercada por camelôs e enjaulada pelo terminal urbano. 
   Agora, finalmente conseguimos a ordem para destruição desse segundo terminal. Muita discussão começou a ser feita, entre isso temos até trocas de artigos dos pós e contras em jornais locais. Você pode ver várias notícias sobre isso curtindo a fanpage do Facebook: Demolição do Terminal II (veja aqui).
   O que me irrita é saber que existe gente que defende o monopólio da TCA, mas tenho esperanças, porque se conseguirmos que esse terminal seja destruído, vamos conseguir, pele primeira vez, mostrar à TCA que a cidade de Anápolis não é dela.