terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Mangás

ATENÇÃO: o post a seguir será mais polêmico do
que um crossover do Darth Vader contra o Magneto
   Quem me conhece bem, sabe que tenho um, não diria preconceito, mas desconcerto com as histórias em quadrinhos de estilo oriental, o famoso mangá, e os desenhos animados de mesmo estilo, os também famosos animes.
   Como é possível que um cara que cresceu assistindo Digimon, que tenha miniaturas desse anime até hoje; uma cara que idolatre Yu-Gi-Oh e que tenha um bandana do Naruto (aldeia da areia, que acho mais massa) em sua estante; como é possível que esse mesmo sujeito torça o nariz ao ouvir falar em mangá e/ou anime?
   Já diria Freud que tudo não passa de trauma, quando pequeno, tive o desprazer de ver os dois animes mais merdas que já existiram, Dragon Ball GT, que já começou com a ideia de merda de fazer o Goku voltar a ser criança e além disso, sugeria um caso entre o Goku e sua neta, Pan (sem falar naquele final horroroso da suposta morte do Goku), e InuYasha, onde todos os personagens eram babacas e nada fazia sentido, por causa disso, perdi o gosto por anime. Acreditem se quiser, eu nunca assisti Cavaleiros do Zodíaco, pois na minha casa não pegava o canal.
   AH! Tinha também outro anime que não lembro o nome, mas era muito sugestivo. Tinha uma história de amor para lá de estranha e, na abertura, uma música cantava "se no seu bichinho eu montar". Quando li o que se passava nas entrelinhas, perdi toda minha fé nos animes (e consequentemente, os mangás) e percebi que nada de bom podia vir do oriente.
   Outro problema meu é com a infinita jornada do herói. O anime começa com o protagonista paspalho, daí aparece um vilão forte e ele supera o oponente, mas aparece outro vilão pior e assim vai infinitamente, até que o cara é indestrutível e a terra já foi destruída uma dezena de vezes. Isso tudo me cansa, por isso não passo da primeira temporada de qualquer anime shounen que existe.
   Daí que eu tenha todo esse desconforto, mas decidi me abrir para ser surpreendido, comecei a ler Ataque dos Titãs e fui. Esse mangá é a Prada dos mangás! Gigantes disformes que devoram pessoas que vivem numa ditadura: só um gênio poderia pensar nisso.
Mas seguindo os conselhos do Mestre Alessandro, comecei a ler Monster que também é bem bacana (mas é óbvio que não é melhor que Ataque dos Titãs). Peguei emprestado com uma amiga os volumes de um a dez e os lerei. Já Ataque dos Titãs, mereceu que eu fizesse a assinatura da Panini.
   Antes de ler esses mangás, assisti ao anime Death Note, e digo uma coisas para vocês, nunca farão uma abertura mais incrível que a segunda (What's up people). Já a história, tem algumas coisinhas chatas, mas é maneiro mesmo assim. Ataque dos Titãs não tem nada chato, e é por isso que ele é a Prada dos mangás, (rs).
   Outra coisa muito divertida do mangá é ler ao contrário do que estamos acostumado. Acho muito engraçado e creio que esse seja um diferencial do porque dos jovens lerem tanto mangá.
Mais um parênteses aqui: o comercial da Subaru Forester é genial! (se não viu ainda, veja aqui).
   Para encerrar, compartilho mais uma revolta para com os mangás/animes. Por que todos (a maioria) eles tem que ter um nome ridículo e em inglês? Dragon Ball: Bola do Dragão; Death Note: Caderno Assassino; One Piece: Um Pedaço; Fairy Tail: Calda da Fada; 20th Century Boys: Garotos do Século 20; Digimon: Monstros Digitais; Monster: Monstro; e etc. Feche os olhos e imagine você dizendo que está lendo/assistindo a qualquer um desses títulos em português, e você verá como é ridículo.
O engraçado é que Ataque dos Titãs tem o nome em português e não é estranho (até nos lembra do clássico Fúria de Titãs, o antigo e não essa porcaria atual), mas sabem por que isso é possível? Porque Ataque dos Titãs é a Prada dos mangás!