sábado, 15 de março de 2014

Caveira Vermelha: porque você não sabe o que é ser mal de verdade

Isso foi um tanto constrangedor, (rs).
   Nesse ano, a Panini comics decidiu nos bombardear com novos encadernados. Fora a maravilhosa coleção da Salvat (veja aqui), ainda surgiram outros encadernados soltos, como um da Marvel MAX: Justiceiro. Mas deixo aqui o foco para a trilogia (parece que vão sair mais) de encadernados vilanescos da Marvel.
Já falei do primeiro deles (veja aqui), Os Julgamentos de Loki. Agora, o segundo, Caveira Vermelha: Encarnado vem com a mesma qualidade do antecessor, só que um pouquinho mais de maldade.
   Em Os Julgamentos de Loki, vemos aquela velha história de Loki se sentindo excluído e querendo se vingar, causar o ragnarok e tal. O trabalho da mitologia é fascinante (já disse, vá ler os comentários que fiz dele), mas convenhamos que Loki não é mal. Agora, o Caveira Vermelha, esse sim é mal de verdade, numa maldade tamanha que só perde para Adolf Hitler a estampa moderna do mal.
   Dos mesmo criadores de Magneto: Testamento, a hq que conta a juventude de um de nossos vilões prediletos na época da 2ª Guerra Mundial. Caveira Vermelha: Encarnado pode ser colocado como o outro lado da moeda.
   O jovem Johann Schmidt é um órfão, um moleque fraco num período em que a Alemanha deseja pessoas fortes. No começo da história, essa é a imagem que temos do garoto, mas no decorrer da história, enquanto ele vai crescendo e se tornando um rapaz, vemos que aos poucos ele vai ficando mais cruel. Até se tornar o que a Alemanha nazista pedia.
   Algum podcaster (não me lembro quem foi), disse no NerdCast sobre Stephen King, que quando um personagem mata um cachorro, é uma forma do autor dizer "Ei, esse cara é muito cruel". Bom, Schmidt, que no começo da história está protegendo um cãozinho, mata vários cachorros depois, então capto a mensagem como "Esse cara se tornou um monstro!".
   Não quero comentar muito para não dar spoilers, mas achei muito bacana como, sem fazer nenhuma referência ao universo Marvel, o jovem vai ficando cada vez mais cruel, até o monstro da última página nada ter a ver com o pequeno órfão da primeira.

   Com esse trabalho espetacular sendo lindamente encadernado pela Panini, mal posso esperar pela próxima (Magneto: Atos de Terror) que com certeza vai gerar um post com comentários aqui.
   Mas o quero deixar aqui é como me enganei com o Caveira Vermelha. Pensei que ele fosse só um vilão antigo babaca. Que nada! Caveira Vermelha é um monstro na mesma intensidade em que o Capitão América é o espírito dos heróis da Marvel. Eles são os opostos: o Capitão América é a personificação do heroísmo americano (haters irão reclamar) e o Caveira Vermelha, o mal encarnado.